Opinião

A hora é de muita calma

A hora é de muita calma

Muita calma nesta hora. Isto é o mínimo que se pode exigir dos políticos brasileiros- vencedores e derrotados - para que o país siga em frente. A tentativa de alguns de implantar um regime de terror, como o boicote ao comércio comandado por gente da esquerda coloca em risco a democracia, sem trazer qualquer benefício ao país.

Atitudes assim servem apenas para manter em evidência derrotados que buscam espaço junto ao eleitorado. Ninguém deseja um país apático, sem discussões políticas, sem correntes divergentes. As divergências, com a consequente busca da convergência através, do diálogo é da essência do regime democrático.

E o que estamos assistindo hoje nos dá a certeza de que o diálogo, a busca do consenso para enfrentar nossos problemas, que são graves, especialmente na área econômica / financeira, não está na agenda dos políticos, especialmente os ditos de oposição.

Como é da velha prática de nosso mundo político, o que já estamos assistindo é o governo buscando não o diálogo em torno de propostas, mas a cooptação de quem, na campanha, se dizia oposição, mas que já aceita "mudar de lado" em troca de favores, cargos ou vantagens.

Mas se existem os cooptáveis, existem os radicais, os que não aceitam apoiar nem dialogar com quem considera adversários fidagais os que pensam diferente politicamente. Gente que se diz de direita ou de esquerda. São estes que ameaçam o país. Gente que não sabe dialogar, que não respeita os que pensam diferente. São os que hoje colocam o país em risco. Que só sobrevive politicamente com o radicalismo, sem se importar que o país enfrenta ameaças sérias, internas e externas- e que precisa de união, não de adesão simplesmente- na busca de soluções.

Não, não estou defendendo os adesistas. Respeito os que pensam diferente, desde que se tenham grandeza para se sentarem à mesa para colocar suas ideias, suas propostas e buscar o consenso. Os que fogem, os que já pensam na próxima eleição não ajudam em nada.