Opinião

Entre a água, o suco, e o refrigerante: que Brasil você quer?

Entre a água, o suco, e o refrigerante: que Brasil você quer?

Domingo não será apenas mais um domingo. Será dia de eleição. E, independentemente da preferência política de cada um, existe uma certeza: estará nas mãos de cada brasileiro uma decisão que ajudará a definir os próximos quatro anos do país. O problema é que, no meio de tanta informação, está cada vez mais difícil separar verdade, meia-verdade e fake news. O Brasil parece dividido entre esquerda e direita, enquanto o país, na verdade, é muito maior do que qualquer rótulo político. De um lado, argumentos. Do outro, contra-argumentos. Vídeos, cortes, manchetes, memes, ataques e defesas chegam ao celular em uma velocidade que muitas vezes não permite sequer uma pausa para pensar.

Então, como escolher? Talvez cada eleitor devesse fazer uma experiência simples antes de apertar o botão "CONFIRMA".

Imagine que, por alguns minutos, você fosse o presidente do Brasil. O que gostaria de mudar? O que deveria continuar? O que precisa melhorar na economia, na saúde, na educação, na segurança, no emprego e nas contas públicas? Depois, olhe para os candidatos e tente identificar qual pensamento, quais propostas e quais posições mais se aproximam daquilo que você acredita ser necessário para o país. Não se trata apenas de escolher entre direita ou esquerda. Trata-se de decidir qual projeto de Brasil mais se aproxima daquele que você gostaria de construir. E aqui entra uma comparação simples, talvez até irônica, imagine que você esteja com sede e tenha três opções sobre a mesa: água limpa, suco e refrigerante. A água seria a situação ideal: pura, cristalina, transparente, sem ingredientes escondidos e capaz de matar a sede. Seria o candidato perfeito, aquele que reúne tudo o que você gostaria de encontrar em um líder. Mas e se essa água perfeita não estiver disponível? Restam o suco e o refrigerante, o suco pode não ser exatamente aquilo que você queria. Mas, diante das alternativas existentes, talvez você entenda que ele se aproxima mais daquilo que procura e considera menos prejudicial para sua vida.

Na política, a escolha também precisa ser consciente. Não porque alguém gritou mais alto, porque um vídeo viralizou ou porque alguém mandou você apertar determinado número. Domingo, cada tecla apertada até chegar ao "CONFIRMA" precisa ser pensada com responsabilidade. Não estaremos apenas escolhendo nomes. Estaremos escolhendo caminhos, prioridades e expectativas para o Brasil. Que cada eleitor faça sua escolha olhando menos para os rótulos e mais para aquilo que acredita ser melhor para o país. Porque a pergunta mais importante não é simplesmente "direita ou esquerda?". É: se o Brasil estivesse nas minhas mãos, que país eu gostaria de entregar às próximas gerações?

O voto é seu. A escolha é sua. Mas o Brasil que vier depois dela será responsabilidade de todos nós.