Faltando doze dias para as eleições, quando o país vai mudar- ou não- todo o quadro dirigente, a população está com sua atenção dividida. Difícil saber o que mexe mais com o nosso eleitorado: se as propostas(?) dos candidatos ou o envolvimento dos ministros do Supremo, nosso órgão máximo de Justiça, com toda sorte de trapalhadas e corrupção.
Ressalte-se que não são todos os envolvidos, mas, lamentavelmente a desconfiança acaba atingindo a todos. Para agravar o quadro de desconfiança no Judiciário, o ministro Gilmar Mendes usa as redes sociais para colocar em dúvida a imparcialidade do Tribunal Superior Eleitoral, alertando para o risco de sua politização. A Corte Eleitoral é presidida hoje por Kássio Nunes Marques, tendo como vice André Mendonça, ambos indicados para o STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. É a briga política dentro do Judiciário que reflete a radicalização na sociedade. Uma briga que não termina por agora e que só será solucionada daqui a alguns anos, quando acabar com a radicalização imposta por grupos que hoje dominam a vida pública no país. Vivemos esta radicalização que só interessa aos grupos envolvidos. Um problema que pode custar caro ao país e que, por isso, a sociedade precisa se afastar dele. Precisa ter ouvidos para outros candidatos, muito embora para esta eleição o quadro já esteja definido.
As pesquisas, todas elas, mostram que a disputa presidencial ficará mesmo entre Lula e Flávio, um presidente que busca seu quarto mandato e um político cuja principal credencial é ser filho de um ex-presidente que tentou um golpe para se perpetuar no Poder. A escolha entre um e outro será, certamente, por radicalismos, pois tanto um quanto outro não apresentam qualquer proposta séria, exequível, embora digam sempre de boca cheia que "eu vou fazer", esquecendo-se de que nada farão sem a maioria legislativa.
Mas este pseudo superpoder existe também nas disputas estaduais. Em Minas, por exemplo, onde o candidato Cleitinho corre o risco de vencer no primeiro turno, ele garante que fará tudo o que quiser, embora só fale em baixar impostos e isentar o IPV. Como vai compensar a perda de receita ele não explica. Certamente por não saber.
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