Opinião

Nunca antes, na história do Brasil, os empresários sofreram tanto

Nunca antes, na história do Brasil, os empresários sofreram tanto

Desde o início do terceiro mandato do atual presidente, em janeiro de 2023, o ambiente corporativo brasileiro enfrentou forte volatilidade e estresse financeiro. Embora indicadores macroeconômicos gerais — como a taxa de desemprego e o crescimento do PIB — tenham demonstrado resiliência em determinados momentos, o setor empresarial viveu ondas sucessivas de inadimplência e endividamento severo.

O momento de maior fragilidade para as empresas concentrou-se entre o final de 2023 e o ano de 2024. A combinação de juros básicos elevados (com a Selic mantida em patamares restritivos pelo Banco Central para conter a inflação) com o encarecimento do crédito sufocou o caixa corporativo.

Em 2024, o país bateu o recorde histórico de pedidos de recuperação judicial (RJ) desde o início da série temporal da Serasa Experian em 2005. Foram registrados mais de 2.200 requerimentos no ano, representando um salto superior a 60% em relação a 2023. O volume de CNPJs negativados também atingiu marcas históricas, ultrapassando 7 milhões de empresas inadimplentes.

Os fatores centrais que catalisaram esse cenário incluem, o encolhimento do crédito privado e a escassez de liquidez para médio e longo prazo. São visíveis a pressão de custos operacionais e a desaceleração do consumo das famílias em bens duráveis.

A crise afetou desde gigantes varejistas e concessionárias até o agronegócio e a indústria de transformação, tais como Lojas Americanas (recuperação Judicial pedida em Jan/2023, com a revelação de inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões que iniciou o efeito dominó no crédito.

Já a famosa Livraria Cultura, teve sua falência decretada em 2023, encerramento definitivo de operações após anos de tentativas de reestruturação.

123milhas, Light, Oi, Polishop, Agrogalpões e, a mais recente, Casas Bahia, amargaram prejuízos gigantes e fecharam as portas ou continuam penando sob juros absurdos praticados no mercado em geral.

A fragilidade afetou desproporcionalmente as Micro e Pequenas Empresas (MPEs), que responderam por mais de 70% de todos os requerimentos de recuperação judicial e processos de falência decretados no período. Sem margem de manobra financeira ou acesso a linhas de crédito subsidiadas em volume suficiente, centenas de milhares de pequenos negócios encerraram suas atividades.

O período expôs as vulnerabilidades estruturais das empresas brasileiras frente a choques de juros e mudanças nos hábitos de consumo, transformando a gestão de liquidez no principal desafio societário do triênio.

Mas, como o brasileiro não desiste nunca, empreendedores raízes, irão reerguer nosso Brasil e mostrar ao mundo que somos fortes, resilientes e guerreiros!

Avante, tropa!