Opinião

Um projeto comum para o Rio

Um projeto comum para o Rio

A situação do Rio de Janeiro chegou a tal ponto que um acordo político de alto nível precisa estar preparado para o dia seguinte da eleição. A responsabilidade deve ser compartilhada pelas forças políticas mais responsáveis e em combinação com o Judiciário. E incluir entidades de classe patronais e operárias, formadores de opinião e a mídia em geral. Este Correio da Manhã já tem dado sua contribuição ao dar espaço editorial aos poderes municipais e estadual, conscientizando a população para o que vem sendo feito e o que precisa ser feito.

A dívida estadual, apesar de avanços positivos, ainda é impagável. Urge negociar e gerar programa de contenção de despesas e controles. Projetos abandonados, como a privatização da Cedae, devem ser retomados. A segurança nos trens é essencial para que se dobre o uso em curto prazo e com pouco investimento. Hoje, a ferrovia transporta menos da metade do que há 20 anos.

A questão da segurança exige integração dos governos municipais, estaduais e federal. No Rio e em muitas regiões metropolitanas pelo país, assusta e intranquiliza a população e afeta a economia.

O momento é de sacrifícios e não de distribuição de benesses. Sem entendimento amplo, a situação só tende a se agravar.

O desafio envolve toda a sociedade e a oportunidade de corrigir rumos com grandeza é essa, às portas da eleição que renova Executivos e Legislativos.

Naufragar é um risco de todos os envolvidos.