Opinião

Petrópolis precisa de representantes, não apenas de candidatos

Petrópolis precisa de representantes, não apenas de candidatos

A partir do próximo domingo, 16 de agosto, começa oficialmente a campanha eleitoral e, com ela, virão promessas, discursos e declarações de amor por Petrópolis. Começa também a contagem regressiva para 4 de outubro, quando o eleitor fará uma escolha que poderá influenciar os próximos anos da cidade.

Para Petrópolis, porém, essa escolha precisa ser mais do que escolher nomes, precisa significar a oportunidade de definir quem realmente poderá defender os interesses do município. Como acontece em toda eleição, muitos candidatos voltarão a descobrir Petrópolis, visitarão bairros e apresentarão soluções, mas a pergunta que precisa ser feita é simples: o que esse candidato fez pela cidade quando não precisava do nosso voto? É preciso ter memória, não basta dizer que conhece Petrópolis ou aparecer durante a campanha, a cidade precisa de representantes que conheçam seus problemas e tenham disposição para enfrentá-los.

Petrópolis atravessa um momento financeiro delicado, e a gestão do prefeito Hingo Hammes tem tido o desafio de reorganizar as finanças e melhorar serviços essenciais. Nesse cenário, a cidade precisa de recursos, investimentos, emendas parlamentares e articulação política, representantes capazes de abrir portas nos governos estadual e federal e transformar essa articulação em resultados para a população. Por isso, a escolha não pode ser feita apenas por simpatia, amizade, partido ou sobrenome, é preciso olhar o passado, observar o presente e cobrar compromissos para o futuro.

Durante muito tempo, Petrópolis acumulou problemas e enfrentou dificuldades financeiras e falta de investimentos, agora, no momento em que busca recuperar sua capacidade de crescimento, não pode aceitar que a eleição seja apenas uma temporada de promessas. Quem esteve ao lado de Petrópolis quando as câmeras estavam desligadas?

Essa é uma pergunta que merece ser respondida. Existe uma diferença entre ter identificação com Petrópolis e ter compromisso com Petrópolis, identificação pode ser declarada, compromisso precisa ser demonstrado. O eleitor deve observar quem conhece a realidade dos bairros e áreas como saúde, educação, infraestrutura, mobilidade, segurança, turismo e geração de empregos, e quem tem condições de defender a cidade em Brasília e no Palácio Guanabara. O dia 4 de outubro será uma oportunidade para transformar a urna em instrumento de memória, reconhecendo quem trabalhou, cobrando quem prometeu e separando discurso de resultado. Petrópolis precisa recuperar suas finanças, melhorar os serviços públicos, atrair investimentos, fortalecer sua economia e gerar oportunidades, e para isso precisará de representantes que entendam que mandato é responsabilidade, não prêmio pessoal. Que o eleitor pesquise, compare e cobre, porque depois das urnas os eleitos terão quatro anos para demonstrar o compromisso assumido. Petrópolis não precisa apenas de candidatos que peçam votos, precisa de representantes que, depois de eleitos, devolvam essa confiança em trabalho, recursos, investimentos e resultados. A verdadeira escolha que começa em 16 de agosto não é apenas sobre quem ganhará a eleição, mas sobre quem Petrópolis poderá ganhar como representante.