Estamos na véspera do fechamento do período de convenções — 5 de agosto — e ainda há muita coisa por ser definida em praticamente todos os partidos. O candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, ainda não definiu o seu vice, já que a senadora Tereza Cristina, sua preferida, aceitou, mas seu partido, o PP, não deixou, anunciando neutralidade. O presidente Lula manteve Alckmin como seu companheiro. Lula tem sorte e sabe escolher, como fez nos dois primeiros mandatos com o saudoso José Alencar.
No Rio, o ex-prefeito Eduardo Paes pode se eleger no primeiro turno, assim como Tarcísio de Freitas em São Paulo. Em Goiás também são grandes as chances do candidato do ex-governador e candidato a presidente Ronaldo Caiado, se eleger no primeiro turno. Em Minas, como diria Stanislaw Ponte Preta, a sucessão está um "samba do crioulo doido". Estão definidas as candidaturas do governador Mateus Simões, que quer se reeleger, o PT tem Patrus Ananias, o MDB Gabriel Azevedo e o PDT o ex-prefeito Alexandre Kalil. O líder nas pesquisas, Cleitinho, andou fazendo hora e seu partido, Republicanos, disse que ele não seria mais candidato e ele retrucou, dizendo que vai disputar. Na última hora, Marcelo Aro deu uma rasteira e apareceu como candidato do Republicanos. O PL, na espera de uma composição com o Republicanos, tendo Cleitinho como candidato, poderia ter uma candidatura própria de peso, o ex-prefeito Vitório Medioli, mas a Executiva, já no final do prazo das convenções, ainda não bateu o martelo.
De se estranhar também o fato da maioria, quase a totalidade, dos candidatos em Minas ainda não terem definido seus companheiros de chapa. Não há vices disponíveis. Isto, na política mineira dos bons tempos, nunca aconteceu. Esta dificuldade dos partidos em comporem suas chapas ao governo leva a uma outra preocupação: a qualidade das chapas para a disputa do Senado e dos Legislativos Federal e Estadual. De assustar.
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