Jornalista, jurista, membro da Academia Brasileira, Cândido Motta Filho participou de um Supremo Tribunal Federal de excelência. Privou com o que havia de "reputação libada e notável saber jurídico "condições que a Constituição exigia para a função. Na sua humildade, bondade e grande inteligência, o paulista, duas vezes ministro - de Dutra e Café Filho -, foi nomeado por JK. Observava e ouvia os companheiros.
Em suas memorias, falava do colega e amigo Ribeiro Costa, com quem voltada, de carona, todos os dias para casa - o Supremo só dava carro e motorista para o presidente, até a mudança para Brasília. E Ribeiro ia da Cinelândia até a esquina Da rua do Ouvidor, apenas para dar umas moedas a um menor deficiente que ali fazia Ponto. E dizia: "veja que tristeza, Motta Filho, eu, já envelhecido, usando minhas pernas para dar esmola a pequeno que vive numa triste pobreza com sua perna, Motta Filho contava que procurou fazer seus votos sucintos e diretos e recebeu de Orozimbo Nonato, veterano na casa, o seguinte elogio; "Você faz muito bem, pois aqui, ninguém ensina ao outro e ninguém aprende com o outro".
De outro experiente, Ary Franco, como gostava de citar Ruy Barbosa, de quem era cultor, ouviu "Deixe p Ruy em paz e dê apenas a sua opinião, tendo vivido entre a sua São Paulo, o Rio e, por fim, Brasília marcou sua época.
Candido Mota foi importante na Semana da ARTE Moderna, em 1922, e escreveu excelente biografia de Eduardo Prado, um dos fundadores da Academia Brasileira e filho da icônica D Veridiana de Almeida Prado.
Cândido Mota formou filhos exemplares como o advogado Nelson Mota e o grande exportador de açúcar e café Paulo Mota, que formou uma geração de profissionais de alta qualidade na área. E o encanto de seus últimos anos. Nelson Mota, neto compositor, jornalista, memorialista, produtor musical de relevo na sua geração.
O Supremo que tinha Cândido Mota tinha também Nelson Hungria, Antônio Carlos Lafayete de Andrada, exemplares. O que aconteceu? Que diferença!
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