Estamos nos aproximando da metade do segundo ano da gestão do prefeito Hingo Hammes. Mais do que uma marca no calendário, este é um momento de reflexão sobre o caminho percorrido até aqui e, principalmente, sobre os desafios que ainda precisam ser enfrentados para que Petrópolis continue avançando.
Quando assumiu o governo, Hingo Hammes e sua equipe encontraram uma cidade marcada por enormes dificuldades financeiras, estruturais e administrativas. Petrópolis ainda carregava as profundas cicatrizes da maior tragédia natural de sua história, os reflexos de uma pandemia que impactou vidas, famílias e a economia, além de uma série de problemas acumulados ao longo dos anos. Não havia fórmulas mágicas para resolver questões tão complexas.
O primeiro ano de governo foi marcado pela necessidade de reorganizar a máquina pública, recuperar a capacidade de investimento e estabelecer prioridades. Foi um período de muito trabalho, diálogo e enfrentamento de desafios que, para muitos, pareciam impossíveis de superar.
E mesmo neste primeiro semestre do segundo ano de gestão, muitos desses desafios permanecem. Há problemas históricos que não desaparecem da noite para o dia. Há demandas legítimas da população que exigem respostas rápidas. Há dificuldades que continuam sendo utilizadas por alguns para apontar críticas a um governo que, na realidade, vem trabalhando diariamente para recuperar a cidade.
Mas, aos poucos, os resultados começam a aparecer. Cada obra entregue, cada investimento realizado, cada serviço retomado e cada parceria construída representam mais do que ações administrativas. Representam passos concretos em direção a uma Petrópolis mais organizada, mais eficiente e mais preparada para o futuro.
Talvez o maior desafio não seja apenas recuperar ruas, equipamentos públicos ou equilibrar as contas do município. Talvez o maior desafio seja restaurar a confiança das pessoas em sua própria cidade. Fazer com que os petropolitanos voltem a acreditar no potencial de Petrópolis, na sua capacidade de crescimento e no orgulho de viver aqui.
E é interessante que esta reflexão seja publicada justamente na semana do Dia dos Namorados. Porque toda reconstrução exige um sentimento muito semelhante ao amor. Amor exige paciência, dedicação, compreensão, diálogo e compromisso. Amor não se constrói apenas nos momentos fáceis; ele se fortalece justamente quando os desafios aparecem.
Petrópolis precisa desse sentimento coletivo. Precisa que autoridades, lideranças, instituições e cidadãos compreendam que existem momentos em que as diferenças devem dar lugar ao objetivo comum. Haverá tempo para debates eleitorais, disputas políticas e divergências naturais da democracia. Mas este é o momento de pensar na cidade acima de qualquer interesse individual.
Assim como um casal que enfrenta dificuldades acreditando nos anos felizes que ainda virão, Petrópolis também precisa acreditar em seu futuro. A cidade possui história, vocação, potencial econômico, riqueza cultural e, acima de tudo, um povo trabalhador e resiliente que nunca deixou de acreditar em dias melhores.
Os próximos dois anos e meio representam uma oportunidade importante. Uma oportunidade de consolidar projetos, avançar em conquistas e fortalecer o processo de recuperação que a cidade tanto necessita. Mais do que isso, representam a chance de transformar esperança em resultados concretos e devolver aos petropolitanos o orgulho de ver sua cidade crescer novamente.
Petrópolis já enfrentou a dor, já conheceu a adversidade e já provou sua capacidade de se reerguer. Agora é tempo de união, porque os próximos dois anos e meio podem marcar não apenas a recuperação da cidade, mas o início de um novo capítulo de orgulho, esperança e desenvolvimento para todos os petropolitanos.
Nei Carvalho é radialista, apresentador da TV Correio da Manhã e secretário de turismo de Petrópolis
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