Com a chegada do outono e das temperaturas mais baixas, os casos de gripe voltam a crescer em todo o país. Em 2026, o Brasil já registra aumento das internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associada à influenza, além de centenas de óbitos relacionados à doença. Embora a gripe seja frequentemente vista como um problema simples e passageiro, ela pode evoluir rapidamente para quadros graves, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Os vírus da influenza circulam com maior intensidade nesta época do ano devido ao clima mais frio e seco, que favorece sua transmissão. Além disso, as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação, aumentando o risco de contágio. Em muitos casos, a infecção pode provocar complicações como pneumonia, insuficiência respiratória e agravamento de doenças já existentes.
Outro ponto de atenção é que a influenza não afeta apenas os pulmões. O processo inflamatório provocado pelo vírus pode impactar todo o organismo, aumentando o risco de eventos cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), principalmente em pessoas com fatores de risco. Por isso, a prevenção da gripe também representa uma importante medida de proteção à saúde do coração.
Apesar da disponibilidade da vacina, a cobertura vacinal permanece muito abaixo do esperado. A baixa adesão à imunização reduz a proteção coletiva e favorece a circulação do vírus, aumentando o número de casos graves e internações. A vacina contra a influenza é atualizada todos os anos para acompanhar as variantes em circulação e continua sendo a forma mais eficaz de prevenir complicações e mortes.
É importante lembrar que os sintomas iniciais da gripe podem se parecer com os de um resfriado comum, mas sinais como febre alta persistente, falta de ar, dificuldade para respirar, dor no peito, cansaço excessivo ou piora rápida do estado geral exigem avaliação médica imediata.
Além da vacinação, algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos de infecção: manter os ambientes ventilados, higienizar frequentemente as mãos, evitar contato próximo com pessoas doentes e adotar hábitos saudáveis que fortaleçam o sistema imunológico.
Neste período do ano, a atenção deve ser redobrada. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar complicações respiratórias e proteger a saúde da população. Vacinar-se é um ato de cuidado individual e também de responsabilidade coletiva.
Dr. Aloisio Barbosa Filho é cardiologista e vereador de Petrópolis.
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