Não foi uma vez apenas que disse em meus artigos, que as guerras mundo afora não vão acabar tão cedo, como entre Rússia e Ucrânia que já ceifou milhares de vidas em seus quatro anos de combates sangrentos. Como as mantidas por Israel, um estado bélico.
O clima belicoso no mundo ficou ainda mais carregado com a volta do alucinado Trump ao poder nos Estados Unidos, disposto a ser o todo poderoso do mundo, com planos de anexação de territórios e países inteiros ao mapa americano. Sua justificativa para tais ações é a segurança de seu país, diante dos avanços da China, que se tornou uma nação econômica e militar, com avanços tecnológicos de alta tecnologia. Trump reconhece em Xi Jinping um igual e se mostra assustado.
Além de Jinping, na China, Trump se sente acuado por Putin, na Rússia, e usa esta paranóia para ameaçar o mundo com seu projeto expansionista. Mas esta ganância, este compromisso com a indústria da guerra, está levando o presidente Trump e os Estados Unidos para "becos sem saída". A guerra contra o Irã é o maior exemplo. A inesperada resistência iraniana prorroga a guerra e leva o presidente americano a fazer ameaças - varrer a sociedade iraniana da terra- que assusta o mundo e coloca todos contra os americanos.
Até onde vai este clima de insegurança no mundo. Não, as guerras não são uma novidade na vida dos humanos. Bem ao contrário, o mundo nunca esteve em paz. Grandes e pequenos conflitos fazem parte, infelizmente, da rotina dos homens. Mas a situação se agrava com o desenvolvimento da indústria da guerra, transformando qualquer conflito em um morticínio incontrolável. E as guerras já não são, em sua maioria, alimentadas por questões ideológicas.
Em todos os conflitos há o interesse econômico que alimenta a matança. O estímulo da indústria bélica. E isto não dá sinais de mudança. Os que chegam ao poder se mostram cada vez mais agressivos, estimulados por interesses econômicos, enquanto a população, na maioria dos países, se mostra passiva, acuada pela repressão dos aparelhos dos governos com espírito totalitário.
Este é o mundo em que vivemos e que ninguém sabe por quanto tempo existirá. Sim, porque podem ter a certeza de que uma nova guerra mundial, com a tecnologia de guerra desenvolvida como está, levará ao fim da civilização no planeta.
*Jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil