Sul

RS: Brigada Militar recolheu 1.020 animais neste ano

819 eram mantidos em cativeiro e 201 vítimas de maus tratos ou atropelamentos

RS: Brigada Militar recolheu 1.020 animais neste ano
Os biomas Pampa e Mata Atlântica viram foco de ações gaúchas Crédito: Divulgação/BMRS

A Operação Convergência - Protetor de Biomas já resultou no recolhimento de 1.020 animais no Rio Grande do Sul, segundo balanço divulgado pela Brigada Militar (BMRS).

Desse total, 819 eram silvestres mantidos irregularmente em cativeiro e 201 foram encontrados em situações de maus-tratos ou haviam sido vítimas de atropelamento. Após o resgate, eles passam por avaliação, que determina se podem voltar à natureza ou precisam ser encaminhados para tratamento.

As ações ocorrem em diferentes municípios e têm como foco a conservação dos biomas Pampa e Mata Atlântica. A estratégia utiliza algoritmos e roteirização inteligente para definir o deslocamento das equipes e direcionar o efetivo a áreas consideradas críticas.

A atuação da Brigada combina a orientação, o monitoramento e a repressão a infrações ambientais, com a participação de órgãos estaduais, federais e municipais.

Entre maio e 13 de outubro deste ano, a corporação registrou 705 prisões e apreendeu 46 armas de fogo.

No período, as equipes percorreram 705,08 hectares com supressão de vegetação nativa, identificada por imagens de satélite ou drones, e vistoriaram 815 serrarias e madeireiras. Também recolheram 136,02 m³ de madeira, 990 litros de agrotóxicos, 667 munições, cerca de 2,1 mil metros de redes de pesca e R$ 16.414,25 em dinheiro.

O balanço inclui ainda o emprego de 8 mil policiais e quase 2,7 mil viaturas, a realização de 408 barreiras, a fiscalização de 2,5 mil veículos e 874 estabelecimentos, o atendimento de 3,6 mil ocorrências e a abordagem de mais de 9,9 mil pessoas.

A operação segue até novembro. Atualmente, as equipes atuam em Santo Antônio da Patrulha, Camaquã, Bento Gonçalves, Bagé, Nonoai, Nova Palma, Piratini, São Borja, Santo Ângelo, Viamão, Rio Grande e Cachoeira do Sul.

O planejamento prevê quatro etapas: preparação, prevenção, execução e resposta, além da avaliação dos registros e resultados. Na fase inicial, são mapeadas áreas críticas, definidas escalas e selecionados os recursos necessários, com alinhamento entre as instituições envolvidas. Na prevenção, há patrulhamento, orientação e checagem de alertas; na resposta, são feitas abordagens e atendidas ocorrências ambientais.