O Rio Grande do Sul registrou 674 ocorrências de roubo a pedestres em setembro de 2026, o menor número para o mês desde o início da série histórica, em 2010. O total representa redução de 38% em relação a setembro de 2025, quando foram contabilizados 1.081 casos. Os dados são do Observatório Estadual da Segurança Pública, divulgados pelo governo estadual. Segundo o balanço.
A queda foi a 13ª consecutiva nesse tipo de crime, em sequência iniciada em setembro de 2025. A Secretaria da Segurança Pública cita patrulhamento, monitoramento e análise de dados para localizar áreas e horários críticos. O secretário Mário Ikeda atribuiu o resultado a essas ações e ao sistema de Gestão Estatística em Segurança Pública (GESeg).
Outros crimes patrimoniais também recuaram na comparação anual. Os roubos em estabelecimentos comerciais somaram 192 ocorrências, menor número da série histórica, com queda de 39% frente aos 316 registros de setembro de 2025. Os roubos e furtos a bancos passaram de 4 para 3, redução de 25%. Já os casos de abigeato, furto de animais no campo, diminuíram 19%, de 289 para 234.
Nem todos os indicadores caíram no mês. Os roubos de veículos subiram de 111 para 133 ocorrências, e os registros em transporte coletivo passaram de 8 para 12. No acumulado de janeiro a setembro, porém, os roubos de veículos caíram 26%, de 1.489 para 1.102. Os crimes em transporte coletivo recuaram 44%, de 187 para 104.
Entre os crimes violentos, os latrocínios caíram de 3 para 2 casos, redução de 33%. Os feminicídios passaram de 4 para 3, recuo de 25%. Os homicídios dolosos permaneceram em 80 ocorrências em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025. De janeiro a setembro, diminuíram de 823 para 708, queda de 14%.
O Rio Grande do Sul aparece como o segundo estado mais seguro do país no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, uma posição acima da classificação do ano anterior. O Anuário Brasileiro da Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que em 2025 o estado teve a menor taxa de roubo de celulares do país pelo segundo ano consecutivo: 21,7 casos por 100 mil habitantes, ante 27,9 em 2024.
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