O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Rio Grande do Sul (SPGG-RS) e do Departamento de Economia e Estatística (DEE).
O dado surge após alta de 0,6% no primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal. No mesmo período, a economia brasileira cresceu 0,5%.
A agropecuária foi o principal destaque, com expansão de 6,6%, enquanto a indústria subiu 0,2% e os Serviços tiveram elevação de 0,4%.
Houve quedas em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, de 15,9%, na Indústria Extrativa Mineral, de 0,5%, e no setor da construção, de 0,3%. Nos serviços, o comércio avançou 1,9%, seguido por atividades imobiliárias, com 0,9%, e serviços de informação, com 0,6%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB gaúcho aumentou 5,7%, acima da alta de 2% no país.
A agropecuária avançou 37,4%, impulsionada pela produção de soja, que cresceu 34,4%, e de milho, com alta de 21,8%. Já os serviços cresceram 1,1%, com altas em todas as atividades.
No acumulado de quatro trimestres, o PIB estadual registrou alta de 2,8%, acima dos 1,9% do Brasil.
Nesse período, a agropecuária avançou 19,3%, a indústria 1,9% e os serviços 1%.
Segundo a análise, a recuperação da safra de soja teve papel central no desempenho do campo, após a estiagem prejudicar a produção em 2025. O milho contribuiu, enquanto o arroz registrou queda, em continuidade ao desempenho observado desde o início do ano.
A indústria de transformação também apresentou um resultado positivo, mesmo com os juros elevados e o menor dinamismo da economia.
Nos serviços, o consumo das famílias e o mercado de trabalho ajudaram a manter a atividade. Para o restante de 2026, a projeção é de ritmos diferentes entre os setores.
A agropecuária deve seguir contribuindo, enquanto indústria e segmentos dependentes de crédito podem ser afetados pelos juros.
A previsão da SPGG-RS é de desaceleração no segundo semestre, com menor força do consumo e do trabalho.
Para o ano, a estimativa é de crescimento de 2,3% no estado, ante 1,8% para o Brasil.
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