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Voluntários são destaque na assistência social em Curitiba

No Dia do Voluntariado, grupo mostra as recompensas de ajudar

Voluntários são destaque na assistência social em Curitiba
Voluntariado se destaca nos hospitais públicos de Curitiba Crédito: Ricardo Marajó/Secom

A cada dia, 12 instrutores voluntários ajudam a fazer acontecer oito das 16 oficinas promovidas nos Espaços Conviver - os serviços da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) que levam atividades culturais, físicas e de lazer grátis ao público 60 que não quer e nem deve ficar parado.

"São pessoas com um imenso senso comunitário e que trazem um brilho especial para tudo o que pensamos e oferecemos para que os idosos tenham um envelhecimento integralmente saudável. São exemplos de vida que merecem ser seguidos", avalia o secretário da SMDH, Carlos Eduardo Pijak Júnior.

A cabeleireira aposentada Maria Dolores Bajerski Padilha é a mais velha do grupo. Aos 82 anos, há quase duas décadas atua como professora de Dança Cigana no Espaço Conviver Boa Vista. "Comecei como aluna, há 27 anos, assumi a turma quando a antiga professora saiu e aqui estou. Nem penso em sair", conta.

Na maior parte desse tempo, Maria Dolores ainda trabalhava. Até os 81 anos, dividia seus dias entre o voluntariado e o salão de beleza que manteve na Barreirinha até 2025. "Trabalhei como cabeleireira durante 43 anos, até o dia 23 de dezembro", observa.

Segundo a esteticista aposentada, sair de casa para dar aulas e encontrar sua turma é recompensador. "É um prazer poder ajudar alguém a se sentir melhor e também me sentir útil", define, emocionada.

Maria Dolores é querida pelas alunas e pela equipe do Espaço Conviver. "Ela é maravilhosa, a melhor professora que poderíamos ter", resume Rosa Trindade, que há 15 anos é uma das atualmente 20 alunas da turma.

A professora de Dança Cigana está entre os seis instrutores voluntários - a maior parte com mais de 60 anos - e compartilha o horário de aula com a instrutora de Pintura em Tela Maria Mangini. As duas atuam em salas próximas. Aos 78 anos, começou como estagiária de sua primeira professora, há 26 anos, e há mais de 20 anos se tornou instrutora voluntária.

"Amo muito o que faço. É o meu lazer e também uma oportunidade de trocar experiências, de ensinar e também aprender muito", define. Sua aluna há 3 anos, Waldice Pereira dos Santos, de 68 anos, só tem elogios para a mestra. "Não troco por outra de jeito nenhum", afirma.