O Paraná alcançou, no primeiro trimestre de 2026, a menor taxa de desocupação do estado para os três primeiros meses do ano desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012.
Os dados mais recentes foram divulgados na quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o estado aparecendo com um índice de 3,5%, o que reforça o Paraná como um dos líderes nacionais na geração de empregos.
O resultado do 1º trimestre de 2026 representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa havia sido de 4%, até então a melhor marca histórica para o período de janeiro a março de um ano no Paraná.
Os dados mostram ainda uma trajetória consistente de redução do desemprego ao longo dos últimos anos. Com exceção do avanço registrado entre o primeiro trimestre de 2020 e 2021, em razão dos impactos econômicos provocados pela pandemia de Covid-19, todos os outros anos entre 2018 e 2026 apresentaram redução na taxa de desocupação, sendo esta a quinta queda anual consecutiva no índice.
A série histórica da PNAD Contínua mostra ainda que o Paraná saiu de uma taxa de 10,4% no 1º trimestre de 2017 para os atuais 3,5%, uma redução de 6,9 pontos percentuais em menos de uma década.
Em termos proporcionais, o contingente de desocupados no estado caiu para praticamente um terço do registrado no período mais crítico da série.
Na prática, o índice coloca o Paraná em uma faixa considerada por economistas como compatível com o pleno emprego. Neste conceito - utilizado até mesmo pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) -, o pleno emprego não significa desemprego zero, mas taxas residuais ligadas à transição entre vagas e movimentações naturais do mercado de trabalho.
Boa colocação
O desempenho coloca o Paraná com a 4ª menor taxa de desocupação do Brasil no 1º trimestre de 2026, atrás apenas de Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%) e Espírito Santo (3,2%).
O índice paranaense também ficou abaixo dos registrados em algumas das maiores economias do País, como São Paulo (6%), Minas Gerais (5%) e Rio de Janeiro (7,3%).
A taxa de desocupação do Paraná também ficou muito abaixo da média nacional, que foi de 6,1% no 1º trimestre de 2026. O resultado reforça o cenário de maior dinamismo do mercado de trabalho paranaense em relação ao restante do país.