A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Renata Vieira, afirmou neste sábado (18) que errou ao reagir durante a confusão com um entregador de móveis em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em vídeos publicados nas redes sociais, ela reconheceu que não deveria ter revidado com agressões físicas, mas voltou a sustentar que foi agredida antes do confronto.
Segundo Renata, sua reação ocorreu após um momento de descontrole provocado por lembranças de episódios de violência doméstica vividos no passado.
"Eu sei que errei. Poderia não ter revidado e não ter entrado em luta corporal", declarou em uma das gravações.
Pré-candidata afirma que vídeos não mostram toda a ocorrência
A pastora argumenta que as imagens que circularam nas redes sociais registram apenas parte da discussão e afirma que sua defesa busca gravações de câmeras de segurança do prédio onde ocorreu a entrega para esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Ela também voltou a afirmar que o entregador a reconheceu como pré-candidata pelo Partido Liberal (PL) e teria feito ofensas de natureza política antes da confusão. Até o momento, essa versão não foi confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Renata relata trauma e ameaças após repercussão
Nas publicações, Renata Vieira afirmou sofrer de transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de situações de violência doméstica vividas anteriormente. Segundo ela, a suposta agressão sofrida durante a discussão desencadeou uma reação impulsiva.
A pré-candidata também relatou que, após a divulgação dos vídeos, passou a receber ameaças de morte, estupro e invasão de sua residência pelas redes sociais.
Vídeos mostram agressões durante discussão
A confusão aconteceu na quinta-feira (16), no bairro Cabral, em Contagem. Imagens gravadas por testemunhas mostram a pastora dando dois tapas no rosto do entregador, arremessando uma pedra em sua direção e entrando em luta corporal com o homem.
Em suas primeiras declarações públicas, Renata afirmou que o entregador teria iniciado a discussão após descobrir sua ligação com o PL e se recusar a concluir a entrega dos móveis.
Já pessoas ligadas ao trabalhador apresentam uma versão diferente. Segundo elas, o entregador informou que precisaria buscar auxílio de outro funcionário para descarregar um sofá de grande porte, o que teria provocado o desentendimento com a cliente.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil apura as circunstâncias da ocorrência para esclarecer como a discussão teve início e qual foi a participação de cada um dos envolvidos.
Até o momento, a motivação política alegada pela pré-candidata não foi confirmada pela investigação. O inquérito segue em andamento, e a responsabilização dos envolvidos dependerá da análise das imagens, dos depoimentos e das demais provas reunidas pelas autoridades.
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