A Câmara Municipal de Santo André realizou uma audiência pública de prestação de contas da Saúde referente ao segundo quadrimestre de 2026, de maio a agosto. A atividade, prevista na Lei Complementar Federal.
A apresentação reuniu dados sobre atendimentos ambulatoriais e hospitalares, indicadores de saúde, mortalidade, internações e saúde materna e infantil. Também foram apresentadas ações de atenção básica, saúde mental, urgência e emergência, vigilância em saúde, vacinação e prevenção.
Outro ponto foi a reestruturação da rede, com reformas e requalificações de unidades e intervenções no Centro Hospitalar Municipal (CHM). Na área financeira, foram apresentados dados da execução orçamentária e das fontes de financiamento. Segundo o secretário de Saúde, Diego Cabral, cerca de 30% do orçamento da pasta é financiado pelo SUS, enquanto o restante vem do Tesouro Municipal. A exposição incluiu despesas com contratos, pessoal, prestadores de serviços e emendas parlamentares.
Durante a audiência, Cabral citou medidas para reduzir filas de exames e procedimentos, incluindo mutirão de cataratas, e informou avanço na cobertura vacinal contra o sarampo. O secretário afirmou que a pasta acompanha os casos e solicitou à Câmara medidas legislativas para estabelecer sanções contra agressões aos trabalhadores da saúde.
Os vereadores questionaram filas para próteses e órteses auditivas, indicadores de mortalidade infantil e atendimentos no Hospital da Mulher. Renatinho Santiago (Avante) perguntou sobre ações para reduzir o absenteísmo, a integração dos sistemas de saúde e o atendimento a pacientes com endometriose. A Secretaria informou que a comunicação por WhatsApp está em implantação, a integração dos sistemas está em andamento e foi criado um núcleo para acompanhar casos de endometriose.
A equipe técnica apresentou medidas para ampliar o atendimento de próteses auditivas e reduzir a espera do transporte sanitário. Também foram explicadas possibilidades de financiamento pelo SUS Paulista e pelo programa federal Mais Acesso a Especialistas, além da regulação de casos de maior complexidade medicinal.
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