A Região Metropolitana de São Paulo registrou a concessão do auxílio-aluguel para 1.114 mulheres vítimas de violência doméstica em pouco mais de um ano de programa. A iniciativa somou um investimento de R$ 3,1 milhões na Grande São Paulo e R$ 21,4 milhões em todo o estado. Além disso, mais de 7,5 mil mulheres já foram atendidas pelo programa em São Paulo.
Os dados consolidados pela Secretaria de Desenvolvimento Social de SP são referentes aos repasses realizados no período de fevereiro de 2025 a abril de 2026. O programa atingiu 591 municípios paulistas, indicando a abrangência da política pública e o papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.
O Auxílio-aluguel foi criado pelo Governo do Estado de São Paulo e oferece uma ajuda de custo mensal no valor de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. O objetivo do programa é garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas e tóxicas com segurança e dignidade.
“O Auxílio-Aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Com ele, o Estado oferece às mulheres condições reais para romper o ciclo da violência, preservar a própria vida e reconstruir seus projetos com dignidade e segurança”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até a separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social dos municípios que participam do programa. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio da Poupança Social do Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.
Além do auxílio financeiro, o programa também integra outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso das mulheres atendidas a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento.
Onde obter ajuda
O atendimento pode ser buscado nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher. Na área da saúde, o suporte é oferecido em UBSs, prontos-socorros e hospitais. Já na segurança pública, as mulheres podem procurar Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), distritos policiais e batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O atendimento também pode ser realizado por órgãos do sistema de Justiça, como Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).