O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ex-candidato ao governo de SP nas eleições de 2014, criticou possíveis tentativas de integrantes do que ele chamou de "extrema-direita" de questionar o resultado das eleições presidenciais, que garantiram a reeleição de Lula(PT) para o quarto mandato nas eleições de 2026. Um dos principais interlocutores do governo federal, Padilha afirmou que não houve contestação das urnas eletrônicas quando candidatos da oposição venceram disputas no primeiro turno.
“Ficariam desmoralizados se vierem a questionar agora”, declarou o ministro. Segundo ele, a sociedade brasileira está mais madura em relação ao processo eleitoral. Padilha também relembrou os episódios ocorridos após as eleições de 2022, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro defenderam uma intervenção militar.
O ministro afirmou que, apesar do resultado das urnas, não descarta novas manifestações de setores da oposição. “De alguns membros da extrema-direita, você espera tudo”, declarou.
Questionado sobre a proposta de reforma do Supremo Tribunal Federal (STF), Padilha afirmou que Lula pretende promover uma discussão mais ampla sobre o funcionamento do Poder Judiciário.
Segundo o ministro, o presidente defendeu durante a campanha eleitoral a realização de consultas à sociedade e a especialistas para discutir mudanças no sistema de Justiça. “Não para o STF em específico, mas para o Judiciário como um todo”, explicou. Padilha acrescentou que espera o cumprimento dos compromissos assumidos pelo presidente durante a campanha.
Canetas emagrecedoras
Na área da Saúde, o governo federal também avalia a incorporação de medicamentos utilizados no tratamento da obesidade à rede pública.
A estimativa apresentada pelo Ministério da Saúde é de um investimento anual de R$ 1,5 bilhão para disponibilizar as chamadas canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta considera a possibilidade de aquisição dos medicamentos com descontos de até 90% em relação aos preços praticados nas farmácias, diante da ampliação da concorrência no mercado.
A distribuição gratuita dependerá de aprovação no processo de incorporação ao SUS, com definição de protocolos clínicos e critérios de atendimento.
A prioridade deverá ser o tratamento de pacientes com obesidade grave e doenças associadas, especialmente aqueles com indicação médica para intervenções de maior complexidade. O fornecimento não será destinado a finalidades exclusivamente estéticas.
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