ELEIÇÕES 2026

Pavanato vai deixar a Câmara de SP com 89 projetos e seis propostas aprovadas

Entre as propostas está a restrição do aborto legal, proibição de cotas para pessoas trans e blocos de Carnaval próximos a hospitais

Pavanato vai deixar a Câmara de SP com 89 projetos e seis propostas aprovadas
Pavanato teve 161.386 votos para vereador e 3.038.438 para deputado. Crédito: Mozart Gomes/Câmara de São Paulo

Eleito deputado federal mais votado por São Paulo em 2026, com 3.038.438 votos, Lucas Pavanato (PL) vai deixar a Câmara Municipal da capital no fim do ano. Até o momento, o enquanto vereador, Lucas tem 89 projetos de lei associados ao seu nome no sistema legislativo. Eleito vereador em 2024, assumiu o mandato em janeiro de 2025. A relação inclui propostas individuais e em coautoria, inclusive projetos apresentados antes de sua posse, que ele aderiu posteriormente.

Durante a atuação na Câmara, Pavanato participou da aprovação de seis projetos de lei como coautor. Entre eles estão a criação do Dia da Música Clássica nas Escolas Municipais, em homenagem ao maestro João Carlos Martins, e a instituição do Dia Municipal de Combate à Violência Infantil, celebrado em 4 de junho. 

Também integram a lista a Semana de Conscientização sobre a Síndrome Pós-Aborto, o Dia da Escola Bíblica e a criação de espaços reservados para pessoas neurodivergentes em estabelecimentos públicos e privados. Outra proposta aprovada prevê a alteração do nome do Viaduto "Bresser-Romualdo Hatty" para Viaduto "Bispa Keila Ferreira".

Outros projetos foram apresentados e ainda estão em tramitação. Na segurança pública, Pavanato é autor de propostas para criar uma inspetoria de cavalaria na Guarda Civil Metropolitana (GCM), ampliar os treinamentos de tiro e primeiros socorros e disponibilizar kits de atendimento pré-hospitalar tático aos agentes.

Na educação, defendeu aulas de educação financeira, empreendedorismo e noções de direito, além de incentivos às olimpíadas científicas e programas de leitura e escrita nas escolas municipais.

Na saúde, propôs ampliar o número de médicos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), criar mecanismos de transparência e oferecer sensores de glicose a pacientes com diabetes tipo 1.

Entre as propostas de maior repercussão estão a proibição de cotas para pessoas trans em concursos municipais, a exigência de boletim de ocorrência para aborto decorrente de violência sexual e restrições à realização de blocos de Carnaval próximos a hospitais, escolas e templos religiosos.