SISTEMA CANTAREIRA

Mananciais iniciam agosto com 48% da capacidade na Grande São Paulo

Volume supera o de 2025, mas permanece abaixo dos níveis de 2023 e 2024.

Mananciais iniciam agosto com 48% da capacidade na Grande São Paulo
Transferências entre sistemas permitem redistribuir água entre mananciais que abastecem a Grande São Paulo durante a estiagem. Crédito: Divulgação/Sabesp

O Sistema Integrado Metropolitano (SIM), conjunto de mananciais que abastece a Região Metropolitana de São Paulo, iniciou agosto de 2026 com 48% da capacidade armazenada, segundo dados divulgados pela Sabesp em 1º de agosto. O índice representa aumento de 0,2 ponto percentual em relação ao dia anterior.

O volume atual é superior ao registrado na mesma data de 2025, quando o sistema operava com 37,2% da capacidade. Em comparação com os anos anteriores, entretanto, o armazenamento permanece abaixo dos 55,7% observados em 1º de agosto de 2024 e dos 69,6% registrados em 2023.

Os dados mostram que os níveis dos reservatórios variaram ao longo dos últimos quatro anos. Entre agosto de 2023 e agosto de 2025, o armazenamento do sistema integrado recuou de 69,6% para 37,2%. Em 2026, o índice voltou a subir e alcançou 48%.

Entre os sete sistemas que compõem o SIM, o São Lourenço apresenta o maior volume armazenado, com 82,2% da capacidade. Na sequência aparecem Rio Grande, com 81,7%, Guarapiranga, com 75,4%, Cotia, com 61,3%, Rio Claro, com 54,6%, Alto Tietê, com 46,9%, e Cantareira, com 36,6%.

O Cantareira permanece como o sistema com menor percentual de armazenamento entre os mananciais monitorados. O conjunto de reservatórios abastece 7,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Em 1º de agosto, o sistema registrou elevação de 0,1 ponto percentual em relação ao dia anterior.

O início de agosto também mantém a característica de menor ocorrência de chuvas observada durante o período de inverno. Nas últimas 24 horas, os sistemas Cantareira e Alto Tietê registraram precipitação de 0,1 milímetro. Nos demais mananciais não houve registro de chuva.

Os dados de pluviosidade mostram ainda que os volumes observados estão abaixo das médias históricas do mês. No Cantareira, a média histórica para agosto é de 33,5 milímetros. No Alto Tietê, a média é de 29,2 milímetros. Guarapiranga registra média histórica de 39,6 milímetros; Rio Grande, 47,8 milímetros; São Lourenço, 59,9 milímetros; Cotia, 39,7 milímetros; e Rio Claro, 99 milímetros.

Além dos índices de armazenamento e chuva, o boletim acompanha as vazões naturais e captadas em cada sistema. A vazão natural corresponde ao volume de água que chega aos reservatórios por meio dos rios e cursos d’água. Já a vazão captada representa o volume efetivamente retirado para abastecimento.

No Cantareira, a vazão natural registrada em 1º de agosto foi de 19,26 metros cúbicos por segundo, abaixo da média histórica de agosto, de 22,60 metros cúbicos por segundo. A vazão captada no sistema alcançou 26,18 metros cúbicos por segundo.

Considerando todos os sistemas do SIM, a vazão natural total foi de 49,27 metros cúbicos por segundo, enquanto a vazão captada somou 69,89 metros cúbicos por segundo.

TRANSFERÊNCIAS

Para operar o sistema integrado, a Sabesp utiliza estruturas que permitem a transferência de água entre diferentes mananciais. Essas transferências ocorrem por meio de estações elevatórias e pontos de interligação instalados entre os sistemas produtores.

Em 1º de agosto, a Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB) Santa Inês operava com vazão de 26,40 metros cúbicos por segundo para atendimento ao Sistema Cantareira. Outras transferências registradas no boletim incluem as estações Atibainha e Jaguari, ambas com 8,16 metros cúbicos por segundo, a EEAB Biritiba, com 6,74 metros cúbicos por segundo, a EEAB Taquacetuba, com 3,10 metros cúbicos por segundo, e a captação de Poço Preto, com 2,49 metros cúbicos por segundo.

As transferências permitem o deslocamento de água entre sistemas conectados à rede de abastecimento, possibilitando a operação conjunta dos mananciais que compõem o Sistema Integrado Metropolitano.