A federação PSOL-Rede oficializou, no domingo (26), a candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede) ao Senado por São Paulo durante convenção estadual realizada na capital paulista.
Marina é historiadora, professora, psicopedagoga e ambientalista. Ex-senadora pelo Acre, foi ministra do Meio Ambiente de Lula entre 2003 e 2008.
Em 2010 disputou a Presidência da República pelo PV, ficando em 3º lugar, com 19,33% dos votos e, em 2014, pelo PSB, chegou a liderar as pesquisas para presidente após a morte de Eduardo Campos(PSB), mas terminou em terceiro, com 21,32% dos votos.
Em 2015 conseguiu homologar a criação da Rede Sustentabilidade no TSE. Disputou novamente as eleições presidenciais em 2018, ficando em 8º lugar, com 1% dos votos. Em 2022 foi eleita deputada federal pela Rede, em São Paulo.
O encontro também confirmou o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao Governo do Estado, tendo Márcio França (PSB) como vice, consolidando a aliança de centro-esquerda para as eleições de 2026.
A convenção também oficializou as candidaturas de 66 deputados estaduais e 47 federais do PSOL e da Rede em São Paulo. O evento contou com a participação do candidato ao governo, Fernando Haddad(PT) e de lideranças dos dois partidos, mas registrou as ausências do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) e da deputada federal Erika Hilton (PSOL), dois dos principais nomes da legenda no estado.
SUPLÊNCIA
A convenção foi marcada por um impasse em torno da definição da suplência de Marina Silva. A votação, inicialmente prevista para ocorrer antes do ato político, foi adiada para o início da noite em razão das negociações entre PSOL, Rede e PDT. Ao final, prevaleceu a indicação do vereador de São Carlos e presidente estadual do PSOL, Djalma Nery, como primeiro suplente da chapa ao Senado.
A decisão gerou insatisfação no PDT, que reivindicava espaço na composição da chapa. O partido defendia a indicação do dirigente sindical, Antonio Neto, como um de seus representantes para a suplência, considerando a possibilidade de Marina assumir um ministério em um eventual governo Lula, hipótese que abriria vaga para o primeiro suplente no Senado.
Interlocutores do PDT afirmaram ao Correio da Manhã que as negociações ainda estão em aberto.
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