Quem vencer a eleição para o Governo de São Paulo em 2026 assumirá o comando de uma estrutura formada por 24 secretarias, 25 autarquias, 15 fundações, 10 empresas estaduais e uma pasta extraordinária, além da Procuradoria-Geral do Estado e da Controladoria Geral do Estado. Mais do que ocupar o Palácio dos Bandeirantes, o(a) futuro(a) governador(a) será responsável pela coordenação de órgãos que executam políticas públicas e prestam serviços nas áreas de saúde, educação, segurança, transportes, habitação, meio ambiente, pesquisa, cultura e desenvolvimento econômico.
A administração direta atual é formada por 24 secretarias e uma pasta extraordinária. Integram essa estrutura as secretarias de Administração Penitenciária, Agricultura e Abastecimento, Casa Civil, Casa Militar e Defesa Civil, Ciência, Tecnologia e Inovação, Comunicação, Controladoria Geral do Estado, Cultura, Economia e Indústria Criativas, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Urbano e Habitação, Direitos da Pessoa com Deficiência, Educação, Esportes, Fazenda e Planejamento, Gestão e Governo Digital, Governo e Relações Institucionais, Justiça e Cidadania, Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Parcerias em Investimentos, Políticas para a Mulher, Saúde, Segurança Pública, Transportes Metropolitanos e Turismo e Viagens. Também integram a estrutura a Procuradoria-Geral do Estado e a pasta extraordinária de Projetos Estratégicos.
Além da administração direta, o governador coordena 25 autarquias, responsáveis pela execução de políticas públicas e prestação de serviços especializados. Fazem parte desse grupo as universidades estaduais USP, Unicamp e Unesp, referência em ensino superior, pesquisa e inovação; o Centro Paula Souza, responsável pelas Etecs e Fatecs; o Detran-SP, que administra o sistema de habilitação e registro de veículos; o DER, responsável pela malha rodoviária estadual; a Artesp, reguladora das concessões rodoviárias; a Arsesp, que fiscaliza serviços públicos concedidos, como saneamento e gás; o Iamspe, voltado à assistência dos servidores estaduais; além do Ipem-SP, Jucesp, SP Águas, SPPREV, Ipen, IMESC, AGEM, AGEMCAMP, AGEMVALE, CBPM, Famema, Famerp e os Hospitais das Clínicas da USP, de Ribeirão Preto, Botucatu e da Famema.
A estrutura inclui ainda 10 empresas estatais: CDHU, responsável pela política habitacional; Cetesb, referência no licenciamento e fiscalização ambiental; Companhia Docas de São Sebastião; CPP; CPSEC; CPTM e Metrô, que operam o transporte ferroviário metropolitano; Desenvolve SP, agência de fomento; IPT, voltado à pesquisa tecnológica; e Prodesp, responsável por soluções de tecnologia da informação para a administração pública.
Completam a estrutura 15 fundações, entre elas a Fapesp, que financia pesquisas científicas; a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura; a Fundação Procon-SP, voltada à defesa do consumidor; a Fundação Casa, Fundação Florestal, Fundação Itesp, Funap, FDE, Furp, Memorial da América Latina, Oncocentro, Pró-Sangue, Seade, Prevcom e Univesp, que desenvolvem atividades nas áreas de educação, saúde, assistência social, cultura, meio ambiente, previdência complementar e produção de informações estatísticas.
Mais do que administrar o orçamento estadual, o futuro governador terá sob sua responsabilidade uma estrutura que reúne dezenas de órgãos e instituições encarregados da execução de políticas públicas, da prestação de serviços essenciais e da gestão de parte significativa dos investimentos públicos em São Paulo. Essa dimensão faz da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes uma eleição que vai muito além da escolha do ocupante da sede do Executivo paulista.
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