A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) publicou nesta segunda-feira (22) a atualização da metodologia de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo. A medida havia sido anunciada pelo Governo do Estado e incorpora ajustes com base em consulta pública, revisão de projeções hidrológicas e dados do primeiro ano de aplicação.
A nova metodologia inclui uma curva específica para o Sistema Cantareira, responsável por cerca de metade da capacidade do sistema integrado. A mudança permite análise separada desse conjunto de reservatórios, considerando seu comportamento hidrológico distinto, sem deixar de integrá-lo ao monitoramento geral da região.
As duas curvas — do Cantareira e do sistema integrado — passam a ser avaliadas em conjunto. Em caso de divergência, será adotado o cenário mais crítico como referência para a operação do abastecimento. O modelo também amplia a base de dados, passando a considerar série histórica de 15 anos, com inclusão de períodos de seca e de chuva intensa associados a fenômenos como El Niño e La Niña.
A divulgação das condições do sistema passa a ocorrer mensalmente, em reunião do Comitê de Integração das Agências, com publicação de nota técnica ao fim de cada mês. As faixas de operação variam de 1 a 7 e indicam diferentes níveis de restrição, que vão de condições normais até medidas como gestão de demanda noturna, redução de pressão e rodízio de abastecimento entre regiões.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo Sabesp executa obras de integração do sistema, ampliação de reservatórios, interligações entre mananciais e intervenções em estações de tratamento. Também estão previstos projetos de reúso de água e novas estruturas para reforço da oferta até 2027.
O monitoramento é realizado por órgãos técnicos e reguladores do setor, com acompanhamento contínuo dos níveis dos reservatórios e do consumo na região metropolitana, servindo de base para decisões operacionais do sistema de abastecimento.
Na prática, o sistema funciona como um conjunto de “alertas” da situação da água. Ele acompanha os níveis dos reservatórios e as chuvas e transforma esses dados em faixas de risco de 1 a 7. Cada faixa indica o nível de atenção e pode levar a medidas como redução de pressão da água, controle de consumo ou rodízio.
A principal mudança é que o Cantareira passa a ter leitura separada, permitindo identificar com mais precisão seu comportamento em relação ao restante do sistema. Além disso, o uso de uma série histórica de 15 anos torna a análise mais consistente. Quando houver diferença entre as duas leituras, prevalece sempre a condição mais crítica, com o objetivo de antecipar riscos e ajustar a operação do sistema.
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