Biblioteca Mário de Andrade

Polícia cumpre ordens por crime em biblioteca paulista

Operação Marchand investiga quadrilha que furtou 13 obras e documentos históricos; prisões ocorrem em SP, ABC e RJ

Polícia cumpre ordens por crime em biblioteca paulista
Entre os alvos, estão imóveis ligados a indivíduos e estabelecimentos vinculados ao segmento de leilões e comercialização de obras de artes Crédito: Divulgação/Governo de SP

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta segunda-feira (25), a Operação Marchand, com o objetivo de investigar e prender suspeitos de envolvimento no roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido em dezembro de 2025, no centro da capital paulista. A ação inclui o cumprimento de três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão.

Entre os alvos estão o suposto mandante do crime e outros integrantes da organização criminosa responsável pela avaliação, ocultação, intermediação e possível comercialização clandestina das obras subtraídas, com suspeita de envio para o exterior. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha agia de forma estruturada, com planejamento prévio e divisão de funções voltadas à subtração, receptação e inserção ilegal de patrimônio cultural no mercado de arte.

A operação é coordenada pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências (Cerco) e abrange diligências nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro. Estão sendo vistoriados imóveis ligados a pessoas e estabelecimentos do segmento de leilões e comercialização de obras de arte.

Dois dos principais investigados já haviam sido presos preventivamente pela Polícia Federal do Rio de Janeiro, em abril deste ano, após tentarem corromper um agente de segurança de um instituto federal para subtrair obras de arte. Eles permanecem no sistema penitenciário federal. Nesta sexta-feira (22), uma mulher ligada ao grupo foi detida temporariamente.

O roubo à Biblioteca Mário de Andrade ocorreu em 7 de dezembro de 2025, quando dois homens armados invadiram o local, rendendo um vigilante e três visitantes. Na ação, 13 obras e documentos históricos foram levados, e os criminosos fugiram em direção à estação Anhangabaú do Metrô.

A instituição, considerada um dos principais acervos culturais da cidade, mantém medidas de segurança reforçadas e trabalha em conjunto com as autoridades para recuperação do material subtraído. Especialistas destacam que o mercado clandestino de arte internacional facilita a saída de peças valiosas do país, dificultando investigações e recuperação dos itens.

Autoridades reforçam que a Operação Marchand representa um esforço coordenado para desarticular redes criminosas que atuam na exploração de patrimônio cultural. A investigação ainda está em andamento, e a polícia não descarta novas prisões e diligências nos próximos dias.

A população é incentivada a colaborar fornecendo informações que possam auxiliar na localização das obras e na responsabilização dos envolvidos. A Polícia Civil ressalta que o caso envolve crimes de grande impacto cultural e patrimonial, e que a repressão a essas práticas é prioridade.

Até o momento, não há informações sobre a recuperação das obras, e os órgãos competentes seguem monitorando a situação para garantir a preservação do patrimônio histórico e artístico da cidade.