Arsesp apura explosão em obra

SP revisa protocolos da Sabesp após explosão no Jaguaré

Tarcísio de Freitas afirma que governo paulista vai reavaliar procedimentos de segurança

SP revisa protocolos da Sabesp após explosão no Jaguaré
Para o governador, o aumento de obras após expansão no setor exige reforço na fiscalização Crédito: João Valério/Governo de SP

O governo de São Paulo anunciou que irá revisar os protocolos de segurança adotados em obras da Sabesp após a explosão registrada no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista, que deixou um morto, três feridos e causou destruição em imóveis da região.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (12) que o Estado vai reavaliar os procedimentos operacionais diante do grande volume de intervenções em andamento. Segundo ele, o aumento de obras após a expansão dos investimentos no setor exige reforço na fiscalização e maior rigor nos protocolos de segurança.

"Temos hoje cerca de 1.200 canteiros de obras da Sabesp no estado. São muitas frentes simultâneas e precisamos revisar os procedimentos para evitar que situações como essa ocorram", afirmou o governador durante coletiva de imprensa.

Explosão ocorreu durante obra da Sabesp

O incidente aconteceu na tarde de segunda-feira (11), durante uma intervenção da Sabesp para remanejamento de uma rede de água, quando houve o rompimento de uma tubulação de gás. A explosão provocou destruição em cerca de 10 imóveis e levou à interdição de outros 46, segundo a Defesa Civil. Aproximadamente 160 pessoas foram afetadas.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil foram acionadas logo após a ocorrência para resgate de vítimas e isolamento da área. As buscas foram encerradas após a confirmação de que não havia mais risco de novas explosões.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) informou que abriu apuração "rigorosa, independente e transparente" sobre a atuação das concessionárias envolvidas. Técnicos foram enviados ao local e documentos operacionais foram solicitados à Sabesp e à Comgás.

O governador afirmou ainda que, caso sejam constatadas falhas ou descumprimento de normas, as empresas poderão ser responsabilizadas e punidas. "A regulação vai funcionar. Se houver erro, haverá consequência", disse.

Atendimento às vítimas e assistência emergencial

Tarcísio também destacou que o Estado, em conjunto com as concessionárias, montou uma força-tarefa para atendimento às vítimas. Segundo ele, famílias com imóveis interditados terão hospedagem emergencial, apoio financeiro e possibilidade de indenização integral ou reconstrução dos imóveis.

O auxílio emergencial inicial foi ampliado de R$ 2 mil para R$ 5 mil por família. Em casos mais graves, o governo estuda soluções como compra assistida de imóveis.

Sabesp e Comgás dizem colaborar com investigações

A Sabesp e a Comgás informaram, em nota conjunta, que lamentam o ocorrido e prestam assistência médica, psicológica e social às vítimas. As empresas afirmam ainda que colaboram com as investigações e que todos os protocolos de segurança foram seguidos durante a obra.

Moradores relataram momentos de pânico após a explosão e afirmaram que houve forte impacto no momento do rompimento da tubulação. Vídeos gravados na região mostram movimentação de equipes e sinais de vazamento momentos antes do incidente.

As causas exatas da explosão ainda estão sob investigação. A Agência Reguladora de Serviços Públicos deve apresentar os primeiros resultados da apuração nas próximas semanas.