O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, promoveu um treinamento sobre cuidados paliativos e hospice para qualificar a assistência a pacientes com doenças graves. A capacitação, com o tema "Cuidar quando não é possível curar", abordou o controle da dor, o alívio do sofrimento e a importância de oferecer conforto e preservar a dignidade dos pacientes e familiares. A atividade teve participação de profissionais de outras unidades administradas pelo Grupo Chavantes.
Conduzido pela enfermeira especialista em cuidados paliativos Jessica Duarte de Freitas Rodrigues, o treinamento buscou ampliar o conhecimento das equipes e desmistificar a ideia de que esse tipo de assistência é destinado exclusivamente a pessoas em fase final de vida. A abordagem pode ser adotada durante a evolução de doenças graves, com foco na qualidade de vida e no acolhimento.
Durante a capacitação, a especialista explicou que os cuidados paliativos consideram o paciente de forma integral, contemplando aspectos físicos, psicológicos, sociais e espirituais. O trabalho envolve uma equipe multiprofissional e também oferece suporte aos familiares durante o adoecimento e o processo de luto.
Segundo Jessica, a assistência paliativa não significa interromper tratamentos ou deixar de buscar alternativas para o paciente. O objetivo é controlar sintomas, aliviar a dor e respeitar as necessidades individuais. A identificação dos casos que exigem atenção paliativa e o diálogo com familiares também foram destacados como pontos fundamentais para qualificar o atendimento.
A enfermeira ainda apresentou as diferenças entre cuidados paliativos e hospice. Enquanto os primeiros podem acompanhar pacientes com doenças graves ao longo de sua evolução, o hospice é direcionado especialmente à assistência na etapa final da vida. As duas abordagens podem ser complementares, conforme as necessidades de cada pessoa.
Para a gerente assistencial do hospital, Sarah Guimarães, a capacitação fortalece o preparo dos profissionais diante de situações complexas e contribui para uma assistência mais humanizada. O diretor médico da unidade, Fernando Bertola, também participou da atividade e ressaltou a importância de reconhecer quando os cuidados paliativos são indicados e conduzir cada situação com responsabilidade e sensibilidade.
A superintendente da Fundação de Saúde de Americana, Lilian Franco de Godoi, afirmou que a qualificação das equipes é essencial para garantir atendimento integral, com respeito, conforto e acolhimento em todas as etapas da assistência.
A iniciativa integra o programa de educação permanente do Hospital Municipal e busca aprimorar continuamente o atendimento oferecido à população.
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