Americana foi reconhecida no Prêmio da Rede de Governos Subnacionais para o Desenvolvimento Produtivo (REDEPRO) 2026 por uma política que combina qualificação profissional e comercialização de produtos. A iniciativa reúne o programa Futuro Certo e a Feira Criativa, com foco na inclusão produtiva, na autonomia econômica das mulheres e no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O reconhecimento foi comunicado à administração municipal pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). Segundo a organização, a experiência se destaca pelo caráter inovador, pela contribuição ao desenvolvimento produtivo e pelo potencial de inspirar outros territórios. O comunicado divulgado pelo município, porém, não informa quantos projetos concorreram nem o número de países participantes da premiação.
A experiência será apresentada no II Encontro de Governos Subnacionais de Desenvolvimento Produtivo da REDEPRO, marcado para os dias 22 e 23 de outubro, em Santa Cruz, na região de O'Higgins, no Chile. O evento reunirá governos regionais e locais da América Latina, além da CEPAL e de outras instituições. A apresentação de Americana ficará a cargo de Beatriz Betoli Bezerra, diretora da Unidade de Assistência Social e Direitos Humanos, com o tema "Uma só rota, da qualificação à venda".
Criado pelo Decreto Municipal nº 12.980, de 24 de maio de 2022, o Futuro Certo é realizado em conjunto pelas secretarias de Assistência Social e Direitos Humanos e de Desenvolvimento Econômico. O programa oferece capacitação profissional e articula a formação com oportunidades para comercializar produtos na Feira Criativa. A proposta busca aproximar o aprendizado da geração de renda, especialmente para mulheres que conciliam os cuidados com a família e o trabalho.
Em declaração divulgada pela administração, o prefeito Chico Sardelli associou a premiação às políticas voltadas às mulheres e às pessoas em situação de vulnerabilidade. A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Juliani Hellen Munhoz Fernandes, afirmou que o programa pretende ampliar a inclusão produtiva e a autonomia das participantes. Já o secretário de Desenvolvimento Econômico, Rafael de Barros, destacou a relação entre empreendedorismo, oportunidades de negócios e economia local.
A iniciativa envolve a comercialização de produtos artesanais, etapa que permite às participantes expor e vender o que produzem. De acordo com Beatriz Betoli Bezerra, a proposta é contribuir para o aperfeiçoamento profissional, a inserção no mercado de trabalho e a autonomia de mulheres e famílias. A apresentação no Chile levará a experiência do município ao debate regional sobre políticas públicas de desenvolvimento produtivo.
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