Região de Campinas

Fim da escala 6x1 traz desafios para hotelaria e turismo na RMC

Impactos nos custos e na organização das equipes são o foco das discussões

Fim da escala 6x1 traz desafios para hotelaria e turismo na RMC
Adaptação pode exigir novas contratações e mudanças nas escalas Crédito: Valeriia Bugaiova / Unsplash

A mudança na escala 6x1 impõe desafios para os setores de hotelaria e turismo da Região Metropolinada de Campinas que dependem de equipes para manter o atendimento durante toda a semana, inclusive à noite, aos fins de semana e feriados. Entre as principais questões estão a reorganização das jornadas, a necessidade de novas contratações e os possíveis reflexos nos custos operacionais.

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional) manifestou preocupação com os efeitos financeiros da proposta. O presidente da entidade, Sérgio Pereira Gaspar, defende maior diálogo e planejamento para avaliar as consequências da mudança para os empreendimentos hoteleiros.

A preocupação também foi mencionada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), que alertou para possíveis impactos na estrutura de custos e no funcionamento das empresas do setor. A entidade aponta a necessidade de conciliar as condições de trabalho dos profissionais com a continuidade do atendimento aos viajantes.

Na hotelaria, a adaptação pode envolver a redistribuição dos turnos de recepção, limpeza, governança, cozinha e manutenção. Já nas agências de viagens, a organização das equipes precisa considerar os horários de atendimento e a assistência aos clientes durante os deslocamentos. Em ambos os segmentos, eventuais mudanças podem exigir revisão das escalas e do dimensionamento das equipes.

Os efeitos sobre as despesas e os preços dos serviços, entretanto, dependerão das características de cada negócio, do modelo de jornada adotado e da necessidade de contratação de profissionais. Por outro lado, a redução da jornada também coloca em debate questões como descanso, qualidade de vida e retenção de trabalhadores.

A discussão envolve, portanto, o desafio de adequar a organização do trabalho às novas regras sem comprometer a continuidade dos serviços turísticos. A dimensão dos impactos dependerá do formato definitivo da mudança e das condições estabelecidas para sua implementação.

A adaptação pode exigir novas contratações e mudanças nas escalas para manter o atendimento contínuo em hotéis e agências de viagem.