Região de Campinas

Exportações da RMC aos EUA aumentam em 15,5% em 2026

Região atingiu US$ 4,685 bilhões em vendas ao país norte-americano

Exportações da RMC aos EUA aumentam em 15,5% em 2026
Americana cresce 61% em exportações de janeiro a setembro Crédito: Fotos / Marilia Pierre

As exportações dos 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) destinadas aos Estados Unidos somaram US$ 4,685 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, ante US$ 4,055 bilhões no mesmo período de 2025. O avanço representa alta de 15,54%, com acréscimo de US$ 630,3 milhões nas vendas ao mercado norte-americano.

Campinas liderou em volume exportado, com US$ 1 bilhão, seguida por Indaiatuba, com US$ 656,5 milhões, Americana, com US$ 632,7 milhões, e Paulínia, com US$ 571,1 milhões. Juntos, os quatro municípios concentraram a maior parte das vendas regionais aos Estados Unidos.

Americana registrou o maior aumento absoluto entre os municípios, com crescimento de US$ 239,65 milhões na comparação anual. Campinas também avançou, com acréscimo de US$ 156,9 milhões. Na outra ponta, Paulínia apresentou a maior redução, de US$ 76,46 milhões. Ao todo, 16 dos 20 municípios tiveram crescimento nas exportações destinadas ao mercado norte-americano.

O desempenho regional contrasta com o cenário nacional apresentado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham). Segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA de setembro de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,5% entre janeiro e setembro, totalizando US$ 27,5 bilhões. Em setembro, entretanto, houve alta de 31,9% na comparação com o mesmo mês de 2025.

A diferença entre os resultados indica que o desempenho regional divergiu da tendência nacional no acumulado do ano. Os dados, porém, não permitem atribuir o avanço da RMC diretamente às tarifas comerciais adotadas pelo governo norte-americano. Para avaliar os efeitos dessas medidas, é necessário considerar os produtos exportados, as alíquotas aplicáveis e a evolução mensal das operações.

O levantamento municipal utiliza o domicílio fiscal das empresas exportadoras, que pode não corresponder ao local de fabricação das mercadorias. Assim, os valores retratam as exportações atribuídas a cada município na base de comércio exterior, sem necessariamente representar a produção industrial realizada em seu território.

O resultado reforça a importância do mercado norte-americano para a economia regional.