Região de Campinas

Nova ETE de Hortolândia terá tecnologia inédita no país

Com investimento de R$ 294 milhões, estação será um salto tecnológico

Nova ETE de Hortolândia terá tecnologia inédita no país
Estação será capaz de tratar tratar 50 mi de litros de esgoto por dia Crédito: PMH

Hortolândia esta investindo alto para construir a mais moderna estação de tratamento de esgoto do País. O prefeito José Nazareno Zezé Gomes esteve na última quarta-feira (30/9) no canteiro de obras da nova Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) do município, durante uma visita realizada a convite da Sabesp, acompanhado pelos secretários Vicente Andreu (Serviços Públicos) e Eliane Nascimento (Meio Ambiente.

Com investimento de R$ 294 milhões, a nova ETE está sendo construída por um consórcio formado pelas empresas Andrade Gutierrez e Elevação, vencedor da licitação. O contrato foi assinado em 13 de março deste ano e a previsão é de que as obras sejam concluídas até 31 de dezembro de 2027. A entrada em operação está prevista para janeiro de 2028.

Mais do que substituir uma estrutura antiga, a nova estação representa um salto tecnológico para o tratamento de esgoto no município. A capacidade média de tratamento será ampliada dos atuais 450 litros por segundo para 575 litros por segundo, enquanto a estrutura terá capacidade para suportar vazões de pico de até 978 litros por segundo.

Na prática, isso significa tratar, em média, cerca de 50 milhões de litros de esgoto todos os dias. Para dimensionar a grandiosidade da estrutura, esse volume corresponde a aproximadamente 80 piscinas semiolímpicas, com dimensões semelhantes à piscina do Poliesportivo Nelson Cancian, no Jardim Nova Hortolândia. Todo esse esgoto passará por tratamento antes de retornar ao meio ambiente.

A nova ETE utilizará a tecnologia BIOCOS, inédita no Brasil para o tratamento biológico de esgoto por meio de lodos ativados. O sistema permitirá maior eficiência no processo, ocupando uma área significativamente menor, com menor consumo de energia e de produtos químicos.

Um dos diferenciais da estrutura estará na relação com o entorno. Enquanto a estação atual tem instalações abertas e utiliza grandes lagoas no processo de tratamento, a nova ETE terá seus sistemas enclausurados (selados), com captação e tratamento dos gases gerados durante o processo.

Outro diferencial será o alto nível de automação. Todo o funcionamento da estação será acompanhado por um centro de controle.