Sumaré movimentou US$ 1,012 bilhão no comércio exterior entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego, Geração de Renda e Desenvolvimento Econômico. O resultado reúne US$ 247,5 milhões em exportações e US$ 764,2 milhões em importações.
Na comparação com os oito primeiros meses de 2025, as exportações do município recuaram 7,7%, enquanto as importações cresceram 14,8%. Isso signifia que Sumaré acumulou um déficit comercial de aproximadamente US$ 516,7 milhões no período.
Esse desempenho coloca o município entre os principais polos industriais da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e revela uma economia fortemente vinculada ao comércio internacional, tanto pela venda de produtos quanto pela aquisição de matérias-primas, componentes, máquinas e outros insumos utilizados pela indústria.
No levantamento, Sumaré se destaca em alguns segmentos. Entre os 22 grupos de produtos classificados pelo Sistema Harmonizado (SH4), a cidade aparece na liderança nacional em quatro: barras e perfis de outras ligas de aço; tintas e vernizes em meio não aquoso; barras e perfis de aço inoxidável; e barras, perfis e fios de níquel. Somados, esses produtos representaram US$ 125,57 milhões em exportações no período.
Na comparação estadual, Sumaré ocupa a primeira posição em seis grupos de produtos e aparece entre os cinco maiores exportadores em outros 17. Na RMC, lidera 18 dos 22 segmentos analisados.
A indústria siderúrgica é o principal componente da pauta de exportações. Produtos do setor responderam por 32,8% das vendas externas, com US$ 81,14 milhões. Também se destacam as tintas e vernizes, produtos de aço inoxidável e níquel, além de biodiesel, inseticidas e rodenticidas.
A pauta inclui ainda plásticos, alimentos, componentes automotivos, papel, equipamentos elétricos, máquinas e válvulas, indicando uma base industrial diversificada.
Os 19 principais mercados consumidores concentraram 89,32% das exportações, tendo a Argentina como o principal destino, com US$ 57,6 mi, seguida pelos Países Baixos (US$ 36,74 mi) e pelos Estados Unidos (US$ 19,18 mi). China, Índia, Israel, Colômbia e Peru também aparecem entre os compradores.
As importações tiveram um peso maior na movimentação comercial de Sumaré. Dos US$ 764,2 mi importados até agosto, US$ 538,29 milhões, ou 70,8%, correspondem a produtos com participação individual de pelo menos 1% na pauta.
Inseticidas, rodenticidas, fungicidas e herbicidas formaram o principal grupo, respondendo por 49,5% das importações. Também aparecem entre os produtos mais comprados níquel em forma bruta, adubos, centrifugadores, válvulas e chapas, folhas, tiras e fitas.
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