Região de Campinas

Câmara aprova licença temporária Hélio Silva da presidência da Casa

Afastamento de 30 dias sem remuneração, ocorre após a prisão do vereador

Câmara aprova licença temporária Hélio Silva da presidência da Casa
Vice-presidente Lucas Agostinho assume o comando do Legislativo durante licença de 30 dias de Hélio Silva Crédito: Câmara Municipal de Sumaré

A Câmara Municipal de Sumaré aprovou nesta quinta-feira (10) o pedido de licença não remunerada do presidente Hélio Silva (Cidadania), que foi preso temporariamente na quarta-feira (9) durante a Operação Archimagus. O afastamento terá duração de 30 dias e ocorre enquanto o vereador é investigado em um inquérito que apura suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico na região.

Com a licença, o vice-presidente Lucas Agostinho (União) passou a responder interinamente pela presidência do Legislativo. Segundo a Câmara, as atividades administrativas e as sessões ordinárias devem continuar normalmente durante o período. A mudança é temporária e não altera, neste momento, o funcionamento previsto para os trabalhos dos vereadores.

Hélio Silva foi preso por equipes da Polícia Federal, da Polícia Militar e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A operação investiga uma organização suspeita de atuar com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. De acordo com as apurações, o vereador é apontado como financiador e principal articulador do suposto esquema investigado pelas autoridades.

A prisão ocorreu na casa do vereador, em um condomínio localizado em Paulínia. Durante as diligências, os agentes apreenderam armas, munições, aproximadamente R$ 18 mil em dinheiro e joias. Também foram realizadas buscas em empresas relacionadas ao parlamentar. Segundo a investigação, os negócios podem ter sido utilizados para movimentar valores que teriam origem no tráfico de drogas.

Após a prisão, o Cidadania informou que suspendeu Hélio Silva de todas as funções partidárias. A legenda afirmou que acompanha o caso e aguarda o andamento das investigações, ressaltando que o vereador tem direito à defesa. A suspensão ocorre no âmbito partidário e se soma ao afastamento temporário aprovado pela Câmara de Sumaré.

A defesa de Hélio Silva nega as acusações apresentadas na investigação. O advogado do vereador afirmou que ele está tranquilo e que pretende utilizar os meios legais para buscar a liberdade. A defesa também declarou confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça.

Com o afastamento aprovado pelo Legislativo, Lucas Agostinho permanece à frente da Câmara durante os próximos 30 dias. O período de licença não remunerada foi definido em votação pelos vereadores e mantém Hélio Silva fora das atividades da presidência enquanto a investigação conduzida pelas autoridades policiais e pelo Gaeco avança. A apuração ainda está em andamento, e as acusações atribuídas ao parlamentar serão analisadas no curso do processo.

A investigação busca esclarecer a origem dos recursos e a eventual participação de outras pessoas. A apuração está em curso atualmente.