Uma dor no peito pode mudar tudo em poucos minutos. Isso foi o que aconteceu na noite da segunda-feira (7/9), quando um homem de 71 anos chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Indaiatuba, às 21h54, com laudo indicando infarto. O atendimento rápido, aliado à preparação da equipe e à estrutura que vem sendo implantada no município, permitiu que, pela primeira vez, a UPA realizasse o tratamento de um infarto com medicamento trombolítico. No dia seguinte, o paciente passou pela primeira angioplastia realizada em Indaiatuba pelo SUS.
O caso é o primeiro atendimento realizado integralmente pelo programa 'Indaiatuba do Coração', iniciativa municipal criada para ampliar e fortalecer o atendimento em alta complexidade cardiovascular na rede pública. O paciente segue internado no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), estável após as intervenções.
Em poucos minutos, o atendimento na UPA fez a diferença. Assim que chegou, o paciente foi submetido ao eletrocardiograma digital, que teve o laudo emitido em apenas três minutos e confirmou o infarto agudo do miocárdio.
Com a equipe médica preparada para situações de emergência cardíaca, foi imediatamente planejada a estratégia fármaco-invasiva, que utiliza o medicamento trombolítico para ajudar a dissolver o coágulo que bloqueia a artéria, seguida de cateterismo e angioplastia. Foi a primeira vez que o trombolítico foi utilizado para o tratamento de um infarto na UPA de Indaiatuba.
Após receber os primeiros cuidados e ser estabilizado, o paciente foi transferido para o Haoc, onde realizou o cateterismo e, na terça-feira (8), passou pela primeira angioplastia realizada em Indaiatuba pelo SUS, dando sequência a um atendimento que começou na UPA e avançou, de forma integrada, até o tratamento especializado.
O secretário de Saúde e médico cardiologista, Dr. Flávio Brito, explica que, em um infarto, cada minuto conta, porque o coração está sofrendo com a interrupção do fluxo de sangue. "Esse é um atendimento que precisa acontecer de forma organizada, porque uma etapa depende da outra. O trombolítico é utilizado para tentar restabelecer o fluxo sanguíneo e, depois, o paciente precisa ser encaminhado para avaliação por cateterismo e, quando indicada, a angioplastia. Conseguimos fazer essa sequência dentro da Linha de Cuidado Cardiológico, pelo SUS e em Indaiatuba", ressaltou o secretário.
O caso do paciente foi o primeiro atendimento de infarto com o uso de trombolítico na UPA demonstra, na prática, a importância de preparar a rede para que o tratamento comece o mais rápido possível, no local onde o paciente busca ajuda. É o primeiro resultado concreto de uma estrutura que vem sendo construída para que o atendimento ao infarto aconteça de forma integrada.
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