Uma tradição que atravessa gerações também movimenta a economia da região de Campinas. Levantamento do Sebrae de julho de 2026, com base em dados da Receita Federal, mostra que as 22 cidades da região somam 6.756 comércios ligados às feiras livres diurnas e noturnas, entre microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.
O ramo abrange hortifrutigranjeiros, artesanato e alimentação, incluindo as tradicionais bancas de pastel e caldo de cana. Segundo a analista de negócios do Sebrae-SP, Daniela Cria, os números refletem a força de uma atividade que passa de geração em geração em cidades grandes e pequenas da região.
"Três em cada quatro feirantes são MEIs, o que mostra a importância da formalização para esses pequenos negócios", afirmou a analista, que também destacou os cursos gratuitos do Sebrae-SP em marketing, finanças, inovação e gestão de pessoas.
Campinas é a cidade que mais se destaca no levantamento, com 2.622 micro e pequenas empresas ligadas às feiras, equivalente a 38,8% do total regional. O município reúne quase 130 pontos de feiras diurnas e noturnas, mais de 1.200 permissionários e 4.200 pessoas trabalhando no setor, conforme dados da Prefeitura.
O Dia do Feirante, em 25 de agosto, homenageia a primeira feira livre do país, realizada em 1914 no Largo General Osório, em São Paulo.
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