Um grupo de entidades ambientais, representantes da sociedade civil e moradores de Campinas e Valinhos lançou um abaixo-assinado para pedir a suspensão definitiva do leilão da Fazenda Remonta, também conhecida como Coudelaria. A venda da área, promovida pela Fundação Habitacional do Exército (FHE), está marcada para o dia 31 de julho e prevê lance mínimo de R$ 90 milhões.
O manifesto, disponível na plataforma Change.org, defende que a área seja destinada à conservação ambiental, pesquisa científica, educação ambiental, lazer público e proteção permanente da biodiversidade. Os organizadores também pedem a abertura de um processo de diálogo envolvendo a União, o Exército, os governos estadual e municipais, universidades, comunidade científica e movimentos socioambientais para definir o futuro da propriedade.
Segundo o texto da mobilização, a Fazenda Remonta é considerada a maior área verde pública situada entre Campinas e Valinhos e abriga um dos principais remanescentes de Mata Atlântica da Região Metropolitana de Campinas. O documento afirma que o local forma um corredor ecológico entre a Floresta Estadual Serra D'Água e a Estação Ecológica de Valinhos, além de concentrar nascentes, contribuir para a recarga de aquíferos, auxiliar na regulação do microclima e abrigar diversas espécies da fauna e da flora.
Os organizadores argumentam que a preservação da área é estratégica diante dos impactos das mudanças climáticas e afirmam que uma eventual ocupação imobiliária poderá trazer reflexos para municípios vizinhos, como Campinas, Valinhos e Vinhedo, principalmente em relação aos recursos hídricos, ao aumento das temperaturas e à biodiversidade.
A mobilização ganhou força após a sanção da lei que declarou a Fazenda Remonta como Patrimônio Material Ambiental de Valinhos. Para os autores do manifesto, embora a medida represente um avanço na proteção do local, ela não impede a alienação da propriedade nem o parcelamento da área, motivo pelo qual defendem o cancelamento definitivo do leilão.
A meta dos organizadores é ampliar o número de assinaturas até a realização do leilão, marcada para o dia 31 de julho.
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