A Região Metropolitana de Campinas (RMC) encerrou maio de 2026 com saldo negativo de 180 empregos formais, resultado de 50.300 admissões e 50.480 desligamentos, segundo o Boletim do Emprego do Observatório PUC-Campinas, elaborado com base nos dados do Caged. Apesar do recuo ser pequeno, o resultado interrompe uma sequência de saldos positivos para o mês de maio registrada desde 2021 e indica desaceleração na geração de vagas. No acumulado de 12 meses, a região mantém saldo positivo de 6.828 empregos.
O levantamento mostra que as mulheres sustentaram a geração de vagas no período, com saldo de 1.726 postos em maio, enquanto os homens registraram fechamento de 1.906 vagas. Nos últimos 12 meses, o emprego feminino acumulou saldo positivo de 11.653 postos, embora a desigualdade salarial permaneça.
Entre os setores, a Construção Civil foi a que mais perdeu vagas, com saldo negativo de 1.222 postos em maio. Em contrapartida, a área Administrativa liderou a criação de empregos no mês, com 673 vagas, enquanto o setor de Saúde acumulou o melhor desempenho nos últimos 12 meses, com 3.766 postos.
Entre os municípios, Campinas liderou a geração de empregos, com saldo de 1.218 vagas em maio e 2.702 em 12 meses. Já Paulínia registrou o pior resultado, com perda de 703 postos no mês e 2.538 em um ano.
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