Correio da Manhã
Região de Campinas

Terminal de combustíveis amplia capacidade e logística em Paulínia

Expansão da unidade da Opla eleva o volume de armazenagem para 202 mil m³

Terminal de combustíveis amplia capacidade e logística em Paulínia
Com novo tanque de 20 mil metros cúbicos, o terminal amplia a eficiência no armazenamento e na distribuição de combustíveis Crédito: Divulgação

O terminal de armazenagem e movimentação de combustíveis da Opla, em Paulínia, concluiu uma ampliação que fortalece a posição do município como um dos principais polos logísticos do setor no país. A Opla é uma empresa formada por meio de uma joint venture entre a multinacional de energia bp e a Ultracargo. Com o investimento, a capacidade estática da unidade passou para cerca de 202 mil metros cúbicos, ampliando a flexibilidade operacional e o atendimento às demandas do mercado.

O principal destaque da expansão é a entrada em operação de um tanque com capacidade para armazenar 20 mil metros cúbicos. Inicialmente, a estrutura será utilizada para o armazenamento de etanol anidro, permitindo a reorganização da infraestrutura existente e a inclusão da gasolina entre os produtos movimentados no terminal. A capacidade destinada a esse combustível será comercializada pela Ultracargo.

Segundo as empresas, a nova configuração permite adaptar a armazenagem de combustíveis de acordo com a sazonalidade das safras e as necessidades do mercado, aumentando a eficiência operacional. O tanque também incorpora novas tecnologias e é o primeiro da unidade equipado com teto geodésico em liga de alumínio, solução que amplia o aproveitamento do volume interno e contribui para reduzir a emissão de vapores durante a armazenagem.

A estrutura conta ainda com sistema de sprinklers distribuído por toda a cobertura e equipamentos voltados ao controle operacional e à preservação da qualidade dos combustíveis armazenados.

A ampliação reforça a importância estratégica de Paulínia na logística nacional. Integrado aos modais rodoviário, ferroviário e dutoviário, o terminal passou a contar, desde 2025, com um desvio ferroviário capaz de movimentar até 160 vagões por dia. A estrutura permite receber grandes volumes de etanol produzidos em Rondonópolis (MT) e distribuí-los para diferentes regiões do país.

Além do etanol, a unidade movimenta combustíveis como diesel S-10, combustível de aviação e, agora, gasolina. Para as empresas, a integração entre diferentes modais amplia a eficiência da cadeia logística e oferece maior flexibilidade para atender produtores, distribuidoras e consumidores.

Os investimentos também consolidam um corredor multimodal entre o Centro-Oeste e o Sudeste. O modelo permite transportar etanol de milho produzido em Mato Grosso até Paulínia e, no retorno, utilizar os mesmos vagões para levar derivados de petróleo destinados ao agronegócio. A estratégia reduz viagens vazias, melhora o aproveitamento da malha ferroviária, diminui custos logísticos e contribui para a redução das emissões de carbono. A expectativa é de que o terminal fortaleça a integração com outras regiões do Estado.