A Refinaria de Paulínia (Replan), maior unidade de refino da Petrobras, registrou em maio de 2026 o maior volume mensal de produção de derivados de petróleo desde o início da série histórica da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2000.
Dados apontam que a refinaria produziu 2,35 bilhões de litros de derivados em maio, superando todos os volumes já registrados nas últimas duas décadas. Nos cinco primeiros meses deste ano, a produção acumulada chegou a 10,59 bilhões de litros, crescimento de 12,8% em comparação com o mesmo período de 2025.
Expansão
O crescimento da produção ocorre após o anúncio de investimentos de R$ 6 bilhões na refinaria. Entre os projetos previstos está a ampliação da capacidade de processamento da unidade - obra prevista para ser concluída em 2027.
Em maio, a unidade colocou em operação uma nova Unidade de Hidrotratamento de Diesel (HDT-D), com capacidade para produzir 63 mil barris de diesel S-10 por dia, o equivalente a cerca de 10 milhões de litros diários. Além do diesel, a Replan produz gasolina, querosene de aviação (QAV), gás liquefeito de petróleo (GLP), óleos combustíveis, asfaltos, enxofre, propeno e outros derivados utilizados em diferentes setores industriais.
Greve chega ao 10º dia
Enquanto a refinaria registra recordes de produção, trabalhadores terceirizados ligados às atividades de construção e montagem seguem mobilizados em frente à unidade. A paralisação teve início após a rejeição da proposta patronal apresentada durante as negociações do dissídio coletivo de 2026.
Entre as reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 9%, aumento do vale-alimentação, do café da manhã, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e da cesta natalina. As empresas apresentaram uma contraproposta considerada insuficiente pelos trabalhadores, o que manteve o impasse.
A greve chegou ao décimo dia na sexta-feira (26) com manifestações realizadas nos acessos da refinaria. Segundo a Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região), um trabalhador teria sido agredido durante uma das mobilizações, episódio que gerou momentos de tensão e motivou atos de solidariedade promovidos por sindicatos e movimentos sociais.
Em nota ao Correio da Manhã, a Petrobras esclareceu que não interfere nas relações entre as empresas contratadas, seus trabalhadores e sindicatos. A empresa reforçou ainda que todos seus contratos de serviço estão em conformidade com a legislação vigente e a unidade segue funcionando normalmente
A reportagem tentou contato com as entidades Sinticom e Sindipetro (Sindicato dos Petroleitos do Estado de SP), mas até a publicação da reportagem, não recebeu retorno.
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