A Prefeitura de Indaiatuba antecipou o planejamento das ações de prevenção e controle da dengue para a temporada 2026/2027. As atividades serão intensificadas a partir de junho de 2026, antes do período de maior circulação do mosquito Aedes aegypti, que ocorre entre outubro e abril. A decisão baseia-se no monitoramento epidemiológico municipal e da Região Metropolitana de Campinas, além de projeções climáticas que apontam para a formação do fenômeno El Niño em 2026/2027, cujas alterações de chuva e temperatura favorecem a proliferação do vetor da dengue, zika e chikungunya.
O plano prevê segue as diretrizes do Ministério da Saúde e do Governo do Estado de São Paulo.
Tecnologias de combate
Para a pré-temporada 2027, os investimentos incluem o uso de drones para identificar criadouros e aplicar larvicidas em locais de difícil acesso, a expansão de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), o monitoramento semanal por ovitrampas e a instalação de painéis de eliminação de mosquitos (PEMOSQ).
O município manterá o monitoramento laboratorial da circulação viral em mosquitos capturados para identificar os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela antes do aumento de casos em humanos. Também haverá a ampliação do método WALS, que dispersa biolarvicidas com veículos em áreas prioritárias, e o uso de mosquitos machos autolimitantes Aedes do Bem.
Monitoramento ambiental
A Secretaria de Saúde adquiriu 20 equipamentos do tipo datalogger para monitorar temperatura e umidade em diferentes regiões da cidade, auxiliando na definição de áreas prioritárias.
As ações foram divididas em quatro fases. A primeira, de junho a agosto de 2026, foca na preparação, monitoramento e identificação de riscos. Entre setembro e outubro, ocorre o alerta antecipado com ações de campo e o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Em novembro e dezembro, realizam-se mutirões, bloqueios e nebulização.
Em janeiro de 2027, as ações se concentrarão no controle vetorial e na comunicação com moradores. A eliminação de recipientes com água pela população e a colaboração com os agentes permanecem como recomendações para evitar criadouros.
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