Sumaré receberá em 18 meses um data center desenvolvido exclusivamente para inteligência artificial, fruto de um investimento de US$ 1,2 bilhão. A estrutura foi reservada por uma gigante de tecnologia mantida em sigilo e apresentada na última quarta-feira (27).
Na prática, o empreendimento atuará como um cérebro para sistemas de IA. Diferentemente dos centros de dados tradicionais, este projeto exige uma infraestrutura bem mais robusta, com foco principal no suprimento de energia e em sistemas avançados de refrigeração.
Sumaré 3
Chamado de Sumaré 3, o novo complexo terá capacidade inicial de 90 MW, com potencial para dobrar esse volume. De acordo com as informações dviulgadas, a Ascenty, empresa responsável pelo desenvolvimento da estrutura, planejou o projeto desde o início para atender às demandas específicas da inteligência artificial. Além do US$ 1,2 bilhão aplicado na infraestrutura, espera-se que a corporação que ocupará o espaço invista outros US$ 5 bilhões em equipamentos e tecnologia.
Data centers
Os data centers voltados para inteligência artificial demandam muito mais energia e sistemas de refrigeração mais potentes do que os modelos convencionais. Em um centro tradicional, um único rack opera com cerca de 8 quilowatts. No Sumaré 3, essa capacidade variará entre 60 quilowatts e 1 megawatt. No lugar do sistema tradicional de refrigeração por ar, o novo centro adotará o resfriamento líquido, tecnologia mais eficiente para dissipar o calor dos chips de IA. Esse método utiliza fluidos para absorver e transferir o calor dos servidores de TI, circulando diretamente nos componentes que precisam ser resfriados. Este será o primeiro grande data center do país concebido diretamente para IA, embora já existam racks isolados operando no Brasil.
Sustentabilidade
A operação foi projetada para utilizar energia de fontes renováveis e sistemas fechados de refrigeração. A empresa utiliza energia proveniente de autoprodução e busca manter a neutralidade em relação ao meio ambiente.
Quanto ao consumo hídrico, o sistema de circuito fechado permite o reaproveitamento integral do recurso. Em 2025, egundo as informações, o consumo equivaleu ao de nove residências de quatro moradores em um ano. A água inserida no início da operação será utilizada ao longo de toda a vida útil do data center.
Expansão no interior
O projeto em Sumaré integra o plano de expansão da empresa no estado de São Paulo, que contempla a construção de outros três data centers. Juntos, os quatro projetos somam 150 megawatts de capacidade, representando um aumento de praticamente 40% em três meses em comparação a tudo o que foi construído nos últimos 15 anos.
A região de Campinas concentra dos investimentos atuais e tem papel central na expansão. Fatores como oferta de energia, infraestrutura de fibra óptica e proximidade com a capital tornam o interior paulista uma área estratégica.
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