O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado na quarta-feira, dia 20 de maio, pelo Imazon e parceiros, apontou Hortolândia na liderança da qualidade de vida entre os 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC).
Essa ferramenta examina as 5.570 cidades brasileiras por meio de 57 indicadores socioambientais, com notas de 0 a 100 e posições em um ranking nacional.
A pontuação média do território nacional ficou em 63,40 pontos. Hortolândia, com 248 mil habitantes, alcançou 70,02 pontos e lidera a região, seguida por Campinas, com 70,00 pontos. No ranking nacional, os municípios ocupam a 30ª e a 31ª posição.
Panorama na RMC
De acordo com a divulgação, Jaguariúna registrou 69,94 (34º); Americana ficou com 69,21 (74º); Artur Nogueira marcou 69,11 (80º); Indaiatuba fez 69,02 (89º); Paulínia computou 68,86 (101º); Vinhedo anotou 68,85 (103º); Valinhos marcou 67,97 (189º); Pedreira registrou 67,26 (288º); Sumaré computou 67,06 (325º); Santo Antônio de Posse somou 66,60 (428º); Holambra atingiu 66,59 (429º); Morungaba marcou 65,64 (662º); Monte Mor teve 65,45 (722º).
Avaliação
O foco direciona-se aos efeitos concretos do que é oferecido, como a qualificação real adquirida por estudantes, a eficiência no acolhimento médico prestado à população, a existência de redes de saneamento nas habitações, a segurança das vias públicas e as frentes disponíveis para trabalho e formação educacional. Essa verificação é efetuada cruzando os 57 indicadores sociais e ambientais extraídos de plataformas oficiais coletadas pelo DataSUS, IBGE, Inep, MapBiomas, Anatel, Cadastro Único e Conselho Nacional de Justiça.
Os relatórios exigem dados produzidos em um intervalo anterior máximo de cinco anos e que possuam ampla cobertura para os municípios.
Pilares
A estrutura do levantamento distribui-se em três dimensões distintas sobre a vida em cada cidade. A dimensão de Necessidades Humanas Básicas investiga as condições mínimas de sobrevivência e incorpora nutrição, cuidados médicos básicos, água, saneamento, moradia e segurança pessoal, utilizando parâmetros como índices de imunização, mortalidade infantil, esgotamento sanitário, qualidade de infraestrutura domiciliar e taxas de homicídios.
A dimensão de Fundamentos do Bem-Estar mede se existem condições para as pessoas viverem mais e melhor, englobando o acesso ao conhecimento básico, informação e comunicação, saúde e bem-estar e qualidade do meio ambiente.
Por fim, a dimensão de Oportunidades avalia se as pessoas conseguem exercer seus direitos, sendo o campo que mais sofre no Brasil, reunindo direitos individuais, liberdades individuais e de escolha, inclusão social e acesso à educação superior.