Correio da Manhã
Interior de São Paulo

Limeira pede demolição da Ponte do Esqueleto

Município também solicita investigação da Polícia Federal sobre divulgação de atividades ilegais no local

Limeira pede demolição da Ponte do Esqueleto
Município ressaltou que a estrutura pertence à União Crédito: Divulgação

A Prefeitura de Limeira pediu ao Governo Federal a demolição da Ponte do Esqueleto como medida definitiva para impedir novos acidentes. O pedido foi apresentado durante uma reunião realizada na segunda-feira (15), quando também foi solicitada uma investigação da Polícia Federal sobre a divulgação de atividades ilegais no local por meio das redes sociais.

O encontro reuniu o prefeito Murilo Félix, representantes do Governo Federal, o presidente da Câmara Municipal de Limeira, Everton Ferreira, e o deputado federal Miguel Lombardi. Segundo o prefeito, a estrutura apresenta riscos conhecidos há anos e continua atraindo pessoas mesmo interditada. “Estamos tratando de uma área que apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que continua atraindo pessoas mesmo interditada. A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população”, afirmou.

A Prefeitura informou que já adotou medidas para restringir o acesso, como instalação de placas, bloqueios e abertura de valetas, mas todas foram desrespeitadas. Como a ponte pertence à União, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) anunciou que irá reforçar a sinalização e estudar novas barreiras físicas para dificultar a entrada de pessoas.

Relembre o caso

A discussão ganhou força após a morte da jovem Maria Eduarda Rodriguez, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado no último sábado (13). Ela foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar presa à corda de segurança. Um vídeo do momento mostra o equipamento no chão enquanto uma pessoa pergunta: “E a corda?”, segundos antes da queda.

Seis pessoas foram presas em flagrante após tentarem deixar o local. Após audiência de custódia, três permaneceram presas preventivamente e outras três responderão em liberdade.

Segundo a investigação, a atividade era promovida por uma empresa privada sem autorização da Prefeitura para realizar saltos na região. A Polícia Civil apura a responsabilidade dos envolvidos e analisa imagens e depoimentos para esclarecer as circunstâncias da morte.

Com a repercussão do caso, o município reforça que o acesso à Ponte do Esqueleto sempre foi proibido e defende a demolição como forma de impedir novas invasões e evitar que tragédias semelhantes se repitam.