Você sabia que quase um quarto dos municípios brasileiros tem menos habitantes que o edifício Copan? O prédio ainda hoje é a maior estrutura de concreto armado do Brasil, com mais de 120 mil metros quadrados de construções, e 115 metros de altura.
Numa São Paulo que cheira a nostalgia e selva, o edifício Copan se ergue sinuoso como um predador. Serpenteia seu corpo de concreto entre outros prédios, que admiram os cento e quinze metros de altura e trinta e dois andares, das raízes no subsolo às escamas que tocam a camada de poluição lá no alto. Cada uma dessas escamas é um lar: 1160 no total, separados em seis blocos, de A a F, grudados um no outro, formando a única torre.
Enfeitando a avenida Ipiranga com as curvas geniais de Oscar Niemeyer, o edifício Copan passou por diversas fases, bem como qualquer sessentão. Em todas, de decadente a valorizado, o Copan nunca deixou de ser o símbolo da diversidade de São Paulo. De famílias ricas a ocupantes ilegais, de atores famosos a profissionais liberais: já imaginou que tipo de vizinhos você teria aqui?
Com tensão crescente e revelações que reconfiguram tudo o que parecia conhecido, 'Crime no Copan' combina o melhor do romance policial com um retrato perspicaz das dinâmicas humanas. Um thriller urbano elegante e ambicioso, capaz de transformar um dos maiores ícones arquitetônicos do país em palco de uma trama à altura de sua grandeza.
Na próxima quarta-feira (3), às 19h, Victor Bonini autografa 'Crime no Copan' na Livraria Leitura do Shopping Parque Dom Pedro.