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Campinas tem 140.784 moradores em favelas, aponta Observatório da FESPSP

Campinas tem 140.784 moradores em favelas, aponta Observatório da FESPSP
Parque Oziel surgiu em 1997 a partir de uma ocupação às margens da Rod. Santos Dumont (SP-075) Crédito: Carlos Bassan/ Prefeitura de Campinas

Campinas tem 140.784 pessoas vivendo em favelas e comunidades urbanas, segundo levantamento do Observatório Metropolitano Paulista (OMP), lançado pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FespSp) para subsidiar políticas públicas e discutir desafios sociais das administrações municipais. O contingente equivale a cerca de 12,36% de todo o total de habitantes da cidade.

Independência

A Fundação é uma instituição privada sem fins lucrativos criada em 1933. Pioneira nas ciências sociais brasileiras, forma profissionais em sociologia, administração e biblioteconomia, unindo ensino acadêmico e pesquisa aplicada.

É sustentada por receitas próprias geradas por serviços acadêmicos e técnicos. Portanto, é isenta ao não depender de repasses fixos do governo para manutenção.

Entre ex-alunos, encontram-se o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), a deputada estadual eleita este ano por São Paulo, Luiza Erundina (PSol), ex-deputada federal e ex-prefeita da capital paulista, e o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

O projeto

Já o projeto, especificamente, contempla as regiões metropolitanas de Campinas, Jundiaí, Baixada Santista e São Paulo, que, juntas, concentram cerca de 27 milhões de habitantes, ou 60% da população paulista. A iniciativa está ligada à Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades. 


Formações

Já a estrutura do OMP inclui uma plataforma digital aberta, com cursos gratuitos para agentes públicos e lideranças territoriais e seminários voltados ao diálogo e à cooperação técnica. O observatório busca constituir um fórum permanente de discussão sobre políticas públicas, com atenção aos territórios periféricos. A proposta é aproximar universidades, gestores e sociedade civil para debater o desenvolvimento urbano das periferias. 


Capacitação

O curso Mobilidade e Acessibilidade Metropolitana, por exemplo, será realizado em 17 e 24 de novembro e 1º e 8 de dezembro, das 19h às 21h30. A programação inclui transporte, desigualdade nos deslocamentos, acessibilidade, mobilidade ativa e participação popular, em aulas híbridas.


Inscrições

O observatório surgiu no âmbito do programa federal Periferia Viva, voltado à formulação de políticas urbanas e sociais para reduzir desigualdades nas cidades brasileiras. A iniciativa pretende estimular a produção e a difusão científica sobre tais desafios. Inscrições devem ser feitas pelo site da Fundação.