Corregedoria da Câmara analisa denúncia contra vereador Edison Ribeiro
A Corregedoria da Câmara Municipal de Campinas vai analisar possível quebra de decoro do vereador Edilson Ribeiro (União Brasil). O documento foi protocolado nesta segunda-feira (28) pelo deputado federal Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, e pelo presidente do Diretório do Republicanos em Campinas, Aderval Fernandes Júnior, chefe de gabinete do prefeito Dário Saadi (Republicanos). Ambos ois contestam declarações feitas pelo vereador na tribuna da Câmara, durante sessão no último dia 21 de setembro.
De acordo com a denúncia, Ribeiro ultrapassou a crítica política ao fazer referências pessoais aos denunciantes enquanto cobrava providências da prefeitura para problemas urbanos.
Sobre Fernandes, Ribeiro afirmou que "é um dos piores chefes de gabinete que Campinas já teve", "péssimo chefe de gabinete" e "que não vale nada naquela prefeitura". Também afirmou querer encontrá-lo frente a frente e acrescentou: "pra você ver quantos pau faz uma canoa".
Em relação a Pereira, o vereador disse que o deputado teria caído de paraquedas em Campinas e perguntou: "quem é Marcos Pereira na fila do pão?". Também usou a expressão "aquela porcaria lá". Para os autores da representação, as falas ultrapassaram a crítica à atuação política e atingiram os denunciantes pessoalmente.
O documento contesta ainda a afirmação de que Pereira não teria vínculos com Campinas. Os autores citam verbas destinadas ao município, incluindo recursos para a revitalização do Mercado Municipal e para a Irmandade de Misericórdia. Também mencionam recursos para infraestrutura, esporte, assistência social e cidadania.
A representação reconhece a prerrogativa dos vereadores de fiscalizar o Executivo e fazer críticas políticas. Pede, porém, que a Corregedoria avalie se houve excesso e violação dos deveres previstos como respeito, urbanidade, boa-fé e decência.
Pereira e Fernandes também pedem a preservação da gravação da sessão e a leitura de esclarecimentos em plenário. Caso seja constatado excesso, solicitam que seja avaliada uma retratação pública, com garantia de contraditório e ampla defesa a Ribeiro.
"Para além do desrespeito, que não poderia ficar sem uma resposta à altura, é preciso lembrar: Campinas é plural e democrática. Não tem dono, não tem senhor e muito menos vocação para ser tratada como feudo. O voto é livre e pertence ao eleitor.", pontua Fernandes.
O outro lado
O Correio da Manhã entrou em contato com o vereador, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.