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Padilha busca professores do Caism da Unicamp para criar programa no SUS voltado à menopausa

Medida faz parte de uma proposta de reorganização do SUS a ser implementada ao longo dos próximos quatro anos

Padilha busca professores do Caism da Unicamp para criar programa no SUS voltado à menopausa
Ministro discute com Caism criação de programa nacional para mulheres na transição da menopausa Crédito: Caius Lucilius /HC Unicamp

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou na tarde desta terça-feira (27), em visita ao Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp, que pretende discutir com especialistas do Caism (Centro de Atendimento Integral à Saúde da Mulher) a criação de um novo programa nacional para atendimento de mulheres na transição da menopausa. A proposta faz parte de uma reorganização do SUS voltada a melhorar o acesso a tratamentos. Durante a visita, Padilha conheceu a nova área de Medicina Nuclear do complexo hospitalar, que agora conta com um equipamento de tomografia com inteligência artificial para obtenção de imagens de corpo inteiro em 3D.

Segundo Padilha, o Caism tem dado importantes contribuições ao governo federal em diversos programas e pode ajudar nessa nova tarefa. “O Caism foi sempre uma referência nacional e ajudou o SUS (Sistema Único de Saúde) a organizar o cuidado materno-infantil”, disse o ministro. “Ajudou também em duas novas tecnologias do SUS deste governo. Primeiro, a nova técnica do Papanicolaou para coleta e identificação do vírus do HPV nas mulheres para prevenção do câncer de colo de útero. Aqui no Caism foram organizados os primeiros estudos no Brasil. Além disso, está nos ajudando no acompanhamento do uso do Implanon, um implante que custava R$ 5 mil nas clínicas privadas e agora é gratuito no SUS. Isso terá grande impacto na redução da gravidez na adolescência”, avaliou.

“Agora, convidaremos os professores do Caism para discutir um novo programa voltado a cuidar das mulheres na transição da menopausa e na menopausa – medicamentos a serem utilizados, práticas a serem adotadas”, contou. De acordo com o ministro, essa medida faz parte de uma proposta de reorganização do SUS a ser implementada ao longo dos próximos quatro anos.

Tomografia

Chamado de SPECT/CT-CZT, o aparelho de tomografia foi o primeiro a ser instalado em um hospital público na América Latina e conta com a tecnologia baseada em detectores CZT (Cádmio-Zinco-Telúrio), considerada a maior revolução na medicina nuclear das últimas décadas. A nova estrutura de atendimento já está à disposição da população.

O equipamento oferece uma imagem do corpo humano com altíssima precisão, já que não apenas vê o órgão, mas revela como ele está trabalhando em tempo real. A tecnologia do novo SPECT/CT assegura, ainda, a obtenção de imagens com uso de elementos radioisotópicos quatro vezes mais rápido que os equipamentos convencionais, segundo a médica Bárbara Juarez Amorim, coordenadora do Serviço de Medicina Nuclear do HC da Unicamp.

“É um grande ganho. Porque você tem uma detecção mais precisa. Como o exame é mais rápido, aquilo que demorava 2 horas cai para 20 minutos. Você consegue fazer de 4 a 5 pacientes a mais e, com isso, reduz o tempo de espera na fila”, afirmou Padilha.

Para o ministro, esse tipo de equipamento ajuda a atingir outro objetivo: fazer com que o tempo máximo entre o diagnóstico de câncer e o início do tratamento seja de 30 dias.

O ministro disse ainda que a experiência da radiofarmácia da Unicamp – que trata da manipulação, do fracionamento e da disponibilização de radiofármacos – pode ser um modelo a ser replicado para outras regiões do país. “Temos no interior dos estados, regiões do Norte, Nordeste do nosso país, Centro-Oeste, onde há poucos serviços de manipulação do radiofármaco. Esse modelo da radiofarmácia da Unicamp pode ser replicado também para essas regiões”, disse.

Segundo Padilha, o principal objetivo dessas ações é reduzir o tempo de espera nas filas dos municípios e dos estados. “A gente já conseguiu algo muito importante pelo (programa) “Agora Tem Especialistas”, que foi bater o recorde de cirurgias eletivas em 2025: fizemos 15 milhões de cirurgias eletivas. Agora, em 2026, vamos superar nosso próprio recorde; devemos chegar a cerca de 16 milhões de cirurgias eletivas”, contou.