A Vigilância Sanitária de Campinas interditou, nesta terça-feira, 13 de outubro, uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) no Jardim Campos Elíseos. A ação começou depois de uma denúncia, e a equipe constatou que o local seguia em funcionamento com seis idosos atendidos.
Durante a vistoria, foram identificadas falhas consideradas graves pelas autoridades, envolvendo desde a regularização do espaço até as condições de cuidado oferecidas aos residentes. A situação levou à interdição imediata do estabelecimento.
Irregularidades encontradas no local
Entre os problemas apontados estavam a falta de licença sanitária e de responsável técnico, além de instalações físicas sem condições adequadas de higiene, salubridade, habitabilidade e segurança. Também foi verificada a ausência de planos de trabalho seguros para a prestação de cuidados à saúde.
Segundo a fiscalização, o local não apresentava prescrição médica de todos os medicamentos administrados, não possuía prontuários individuais para registro do histórico de saúde e funcionava sem profissional médico para acompanhar os residentes. A equipe também foi considerada insuficiente para a demanda.
Falhas na documentação e na alimentação
A Vigilância ainda constatou falta de contratos de trabalho dos funcionários da ILPI ou de contratos formais com os idosos atendidos. Outro ponto irregular foi o acolhimento de pessoas com menos de 60 anos, permitido apenas mediante decisão judicial.
Além disso, foi apontada falta de alimentos em quantidade e qualidade satisfatórias, assim como a ausência de documentos de identificação dos residentes, o que reforçou o cenário de descumprimento das exigências mínimas de funcionamento.
Encaminhamento dos idosos
De acordo com a fiscalização, a proprietária já teve outros estabelecimentos clandestinos com a mesma atividade interditados em endereços diferentes pelos mesmos motivos. Diante da situação, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (SMDAS) foi acionada.
A pasta providenciou o encaminhamento dos idosos para suas famílias após a interdição. O caso evidencia a atuação conjunta dos órgãos municipais para conter riscos à saúde e à segurança de pessoas em situação de vulnerabilidade.
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