A manifestação pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou neste domingo (11) o Largo do Rosário para uma marcha que percorreu quatro das principais vias do Centro da cidade. Apesar do expressivo volume de participantes que tomou o ponto de partida, não houve divulgação de uma contagem oficial com o número estimado de presentes por parte das autoridades.
A concentração teve início às 10h. Com bandeiras, faixas e carros de som, a passeata partiu pela Avenida Francisco Glicério, promovendo bloqueios temporários no trânsito e atraindo manifestantes de diversas regiões da cidade e da Região Metropolitana de Campinas (RMC). A dimensão da caminhada pôde ser observada no trajeto que contornou o miolo do Centro. A manifestação percorreu as avenidas Francisco Glicério, Moraes Salles, Anchieta e seguiu contornando as vias do entorno de volta à região do Largo do Rosário.
O ato foi organizado independentemente por movimentos sociais e por fandoms, comunidades de admiradores de artistas pop, como Lady Gaga, BTS, Beyoncé e Taylor Swift.
Também participaram da convocação torcidas organizadas de times de futebol, como as do Palmeiras e Corinthians, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e movimentos estudantis.
A vereadora e deputada estadual eleita, Mariana Conti (PSOL), falou de cima do carro de som: "Coragem é um sentimento coletivo. Ninguém é corajoso sozinho. Estamos juntos. Eu tenho muito orgulho de ser a primeira deputada estadual eleita na cidade de Campinas", afirmou. Na sua rede social ela também afirmou: "Estamos virando também no interior! O ato em apoio a Lula presidente em Campinas está gigante! Aqui e em todo o Brasil a juventude, mulheres, LGBTs, e o conjunto do povo trabalhador, estão dando o recado: Bolsonaro nunca mais! Vamos seguir com essa energia, disputando cada voto para reeleger Lula, até a vitória!", disse.
A vereadora Fernanda Souto (PSOL), também de cima do carro de som, afirmou: "Campinas, que emoção ver esse Largo do Rosário lotado com essa luta, com essa juventude, com a força das mulheres! O povo brasileiro está em guerra e não é uma guerra apenas contra a família Bolsonaro. É uma guerra contra a Casa Branca, contra o psicopata do Donald Trump. Querem roubar o nosso povo. Querem usurpar as nossas riquezas para continuarem garantindo os lucros, os privilégios de uma elite decrépita. O velho mundo morreu e nós somos o novo mundo que está nascendo. E por isso, nós não podemos perder de vista a responsabilidade nessas eleições. Porque nós não estamos falando apenas das nossas vidas. Nós estamos falando do destino do povo brasileiro. Para o futuro dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, é fundamental eleger o presidente Lula".
Quadrilátero central tomado
A extensão do ato fez com que diferentes avenidas do Centro ficassem ocupadas simultaneamente. Quem acompanhava a mobilização pela Rua Regente Feijó — via paralela situada entre a Francisco Glicério e a Anchieta —, conseguia visualizar manifestantes nos três eixos ao mesmo tempo: na Moraes Salles à direita, na Anchieta à frente e na Francisco Glicério à esquerda, ilustrando a ocupação do quadrilátero central durante o ápice do evento.
O ato integrou a agenda de mobilizações da campanha no interior paulista, contando com a participação de lideranças locais e candidatos da coligação. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e a Polícia Militar acompanharam o trajeto para orientar os motoristas e organizar os desvios no trânsito durante toda a tarde.
Avenida Paulista
A manifestação pró-Lula na Avenida Paulista, realizada no domingo (11), foi divulgada pelos organizadores e pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como tendo reunido cerca de 1 milhão de pessoas, embora não houvesse uma contagem oficial e independente de órgãos de segurança pública confirmando o número.
O ato reuniu aliados, apoiadores e lideranças políticas na capital paulista. Durante seu discurso, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva focou na estratégia para a reta final e defendeu que seus eleitores conversem com as pessoas que deixaram de votar no primeiro turno.
“Nós tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muita gente que tem acima de 70 anos não foi votar porque a lei não exige que vote. Entre abstenção e pessoas que não foram votar, são 30 milhões. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar. Porque, se essa pessoa não quer votar por ela, tem filho, tem filha, tem neto, tem bisnetos e tem a pátria dela para cuidar. Portanto, temos que convencer as pessoas”, ressaltou o petista.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, mais de 33 milhões de pessoas aptas não compareceram às urnas, elevando o índice de abstenção para 21,08%, o maior já registrado historicamente na disputa.
Menu